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terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Farmacodermia, erupções provocadas por drogas


O que é?
Farmacodermia é uma erupção cutânea que surge em decorrência de uma reação alérgica, provocada pelo uso de drogas (medicamentos). Qualquer tipo de medicamento pode causar uma farmacodermia. Entre as drogas mais comumente envolvidas estão os antibióticos, antiinflamatórios, quimioterápicos, anticonvulsivantes e psicotrópicos.

As erupções podem ser provocadas por diferentes tipos de reações imunes que desencaderão variadas respostas na pele.

A maioria das farmacodermias são leves e tem resolução espontânea após a interrupção do uso do medicamento. Algumas podem ser graves e potenciamente letais, como a Síndrome de Stevens-Johnson e a Necrose epidérmica tóxica.

Manifestações clínicas

As formas de manifestação de uma farmacodermia podem ser as mais variadas possíveis como manchas avermelhadas disseminadas pelo corpo, placas de urticária, descamação, pústulas e bolhas, que podem ser acompanhadas de sintomas como pinicação e coceira.

Além das lesões da pele, pode haver o surgimento de lesões nas mucosas oculares, da boca e dos genitais, e também edema (inchaço) da face e da laringe levando à dificuldade respiratória.

Em casos graves pode ocorrer a necrose da pele, aumento de gânglios linfáticos, febre e baixa da pressão arterial.

Algumas farmacodermias apresentam características típicas:

Erupção acneiforme: as lesões se parecem com as de acne.

DRESS: erupção cutânea, febre, envolvimento de órgãos internos e eosinofilia (aumento de eosinófilos no sangue), comumente associada ao uso de anticonvulsivantes.
Eritema multiforme ou eritema polimorfo: acometimento extenso com lesões avermelhadas, elevadas, algumas com formato de alvo, que atingem principalmente os membros.

Síndrome de Stevens-Johnson: acometimento cutâneo extenso e das mucosas, sintomas gerais, descolamento da pele de até 10%. Veja mais...
Necrose epidérmica tóxica: reação cutânea severa que provoca um rápido descolamento da pele de 30% ou mais da superfície corporal.
Eritema nodoso: formação de nódulos avermelhados e endurecidos sob a pele, mais comum nos membros inferiores.
Eritrodermia: avermelhamento de toda a superfície cutânea, posteriormente seguido de descamação.
Eritema pigmentar fixo ou eritema fixo: surgimento de manchas avermelhadas ou violáceas, geralmente circulares, que deixam manchas escuras residuais. Quando a pessoa é novamente exposta ao medicamento, a mancha tende a reaparecer no mesmo local.
Erupção liquenóide: as lesões se parecem com as do líquen plano.
Tratamento

Uma vez que seja identificado o medicamento que provocou a erupção, este deve ser imediatamente suspenso, sempre que possível. Se ele for fundamental para o tratamento de outras doenças, deve-se buscar um substituto.

Quadros leves costumam ter resolução espontânea com a simples suspensão da droga. Caso seja necessário, medicações antialérgicas (antihistamínicos) e corticosteróides de uso oral ou tópico podem ser utiizados, assim como os hidratantes são úteis quando ocorre descamação na fase final da doença.

Quadros graves e com risco de morte, exigem internação hospitalar para garantir o suporte necessário à vida do paciente e para evitar e/ou tratar as possíveis complicações.

segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

Hemangiomas


O que são?

Hemangiomas ou angiomas são proliferações de vasos sanguíneos que aparecem na pele como manchas ou tumorações, usualmente avermelhadas ou arroxeadas. Os tipos mais comuns de hemangiomas são o infantil, o angioma rubi, o granuloma piogênico e a mancha vinho do porto.

Embora, em geral, os hemangiomas representem um problema unicamente estético, sangramento e compressão de estruturas podem representar um problema mais sério. É rara a transformação maligna de um hemangioma.

Manifestações clínicas

Os hemangiomas mais frequentes são os seguintes:

hemangioma infantil: podem estar presentes ao nascimento ou surgirem até o primeiro ano de vida. São mais comuns na face e no couro cabeludo, mas podem surgir em qualquer região do corpo, inclusive órgãos internos. Apesar de costumarem crescer de forma rápida, tendem a desaparecer espontaneamente antes da puberdade. Devido a esta característica, a conduta mais comum da maioria dos dermatologistas é o simples acompanhamento destas lesões. Alguns medicamentos podem estancar o crescimento e até fazer regredir estas lesões, tais como os corticóides sistêmicos e o imiquimod tópico. Entretanto, deve ser bem analisado se os riscos e efeitos colaterais destas drogas compensam seus possíveis benefícios.

angioma rubi: pequenas "bolinhas" vermelhas semelhantes a pedras de rubi que surgem principalmente no tronco de indivíduos de ascendência ibérica ao longo da idade adulta. Costumam aumentar em número e tamanho ao longo dos anos.

granuloma piogênico: tumores de cor vermelho vivo que sangram com facilidade e crescem rapidamente. Muitas vezes dolorosos, surgem principalmente nos cantos das unhas dos dedões em decorrência de unhas encravadas e uso de sapatos apertados. Saiba mais...

mancha vinho do porto: como o nome diz, são manchas cores de vinho do porto ou salmão, localizadas com maior frequência na face. Apesar de não representarem um problema além da estética, se o paciente decidir que deseja removê-la, o laser costuma ser a melhor opção.


Tratamento

O tratamento de lesões pequenas é fácil, podendo ser utilizada a eletrocoagulação ou a excisão e sutura das lesões. Outro procedimento utilizado para o tratamento dos hemangiomas é a criocirurgia. É importante que o médico que esteja realizando o procedimento esteja atento ao sangramento e tenha a mão os equipamentos necessários para a contenção deste.

Hemangiomas maiores podem precisar de retalhos ou enxertos para sua correção. O uso de lasers é uma boa opção para lesões de difícil manejo, devendo-se sempre observar o custo, o número de sessões e a adequada aparelhagem.

sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Acne nas costas


Acne nas costas é uma das mais irritantes, especialmente no verão. Existem vários tipos de acnes:
a) Acne grau 1: Aquela que predominam os cravos, tanto os brancos quanto os pretos;
b) Acne grau 2: Já apresenta as pápulas (bolinhas vermelhas) e pústulas (bolinhas amarelas de pus);
c) Acne grau 3: Quando existem os nódulos inflamatórios ou espinhas internas;
d) Acne grau 4: Nódulos são abscessos que se comunicam formando verdadeiros canais que drenam pus e deixam cicatrizes, muitas vezes quelóides;
e) Acne grau 5: Quadro de acne grave em que há comprometimento sistêmico (o paciente chega a ficar doente, muitas vezes com febre e outros sintomas).
Tratamento para acne nas costas A coisa mais importante é lembrar que, a acne é agravada quando as condições são idéais para o crescimento de bactérias ou obstrução dos poros. Para evitar isso, recomendamos:
Manter a pele sempre limpa: Você pode usar um Sabonete Anti-bactericida com vaselina ou óleo.

Após a limpeza, aplique um creme especial para acne, o mesmo que são utilizados para o rosto, mas não exagere, pois a pele das costas não está habituada com tratamentos deste tipo, aguarde até o creme secar antes de vestir a roupa.
Evite usar cremes com óleo mineral ou outros óleos nas áreas afetadas.
Procure manter uma dieta mais saudável, evitando gorduras em geral e refrigerantes. Procure beber bastante água.
Siga as dicas e veja as incomodas para as acnes desaparecerem. Se isso não acontecer, não hesite em procurar um medico especialista.

quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Olheiras


As olheiras são escurecimento bem definido que ocorre na região da pálpebra inferior. Esta alteração de pele, muito comum, é a combinação de vários fatores, tais como, excesso de vasos, excesso de melanina, bolsa de gordura e flacidez. Vale lembrar que a pele que cobre a área dos olhos é muito delicada medindo apenas 0,4 mm de espessura, assim o acúmulo extra de melanina ou de vasos nessa região acaba que transparecendo facilmente na forma de olheiras. E o grande inconveniente de tudo isso é a aparência de cansaço que fica estampado no rosto.
As olheiras também podem surgir por outros fatores, e as vezes cedo demais como na infância, normalmente relacionado a pré-disposição genética, seu causador pode ser estresse de noites mal dormidas, cigarros, excesso de bebidas alcoólicas, café e até mesmo período menstrual nas mulheres. A flacidez da pele e as bolsas que surgem devido a retenção de líquidos ou acúmulo de gorduras nas pálpebras inferiores realçam ainda mais as olheiras.

As formas de tratamento podem ser feitas de várias maneiras, como por exemplo, as compressas, cremes específicos, drenagem linfática e aplicação de laser que é o método mais moderno para eliminar olheiras, pois a energia do laser é atraída pelo pigmento do vaso e acaba destruindo-o. Para o uso de cremes específicos há aqueles que contem ingredientes que clareiam as olheiras e há cremes que ativam a circulação e drenam os líquidos da região evitando o inchaço. Mas só os cremes não dão conta do recado, os resultados são mais eficazes quando usados junto de outros tratamentos. A drenagem linfática pode ser feita manualmente por uma profissional especializada, sendo indicada em casos de retenção de líquidos na região abaixo dos olhos.

quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Pernas bonitas


Pernas bonitas e bem tratadas atraem muitos olhares e valoriza qualquer pessoa. Mas, para isso, é fundamental cuidá-las, tratá-las com carinho e evitar que sofram agressões.

As manchas comprometem e muito a beleza das pernas. Normalmente, elas aparecem devido à exposição inadequada ao Sol. A maioria das pessoas costuma proteger regiões de maior incidência ao Sol, como ombros, peito e rosto, mas se esquecem de proteger as pernas. Assim, a freqüência de exposição solar acaba causando alterações na formação do pigmento que da cor a pele (melanina) e causa sardas, que se fixam definitivamente.

A melhor forma de se evitar manchas é utilizar protetor solar e produtos hidratantes altamente efetivos durante o banho de Sol, principalmente caso se perceba algum ferimento na pele.

Um outro problema é a formação das sardas nas pernas devido à exposição ao Sol, após depilar-se com lâminas de barbear. Mesmo que imperceptíveis a olho nu, as lâminas provocam pequenos ferimentos que quando expostos à luz Solar, acabam intensificando a produção de melanina na pele.

“Existem também as manchas causadas por uso de bronzeadores sem sol. Estes produtos, desde que de boa qualidade e aplicados de maneira correta, não devem provocar manchas, porém quando provocadas, não há muito com o que se preocupar, pois o processo se reverte sozinho”, explica o cosmetólogo, esteticista, consultor e professor do Senac, Orlando Sanches.

Existem vários tipos de tratamentos para as manchas já instaladas, que vão desde os despigmentantes e ácidos até o uso de laser para manchas."Vale lembrar, que para se determinar o melhor tipo de tratamento, é necessária uma avaliação técnica especializada e só assim definir qual a melhor forma de tratamento", finaliza Sanches.

Já as manchas brancas são um problema para se tratar, pois como os melanócitos daquela região da pele já não produzem a melanina, torna-se difícil atingir pigmentação adequada.

De qualquer forma, vale a pena que um especialista diagnostique e proponha o tratamento mais adequado.

Aspereza

As alterações de espessura da pele das pernas (queratoses), devem-se ao atrito causado pelas roupas ou meias-calça, atrito entre as coxas ou também pela depilação. São uma forma de proteção que o organismo humano encontra para evitar lesões maiores em futuros atritos.

Um maneira simples e efetiva de se melhorar as asperezas é o uso de emulsões hidratantes que contenham princípios ativos como o ácido salicílico e a uréia. Estas substâncias aceleram a esfoliação da pele e aumentam os níveis de retenção de água na pele.

Em clínica de estética, pode-se optar pela gomage. Um método de esfoliação através de massagens circulares auxiliada por um produto, normalmente a base sílica (bolinhas de polietileno) ou fragmentos de sementes de plantas desidratadas como a semente de damasco, que promovem atrito e removem as camadas superficiais da epiderme, também conhecidas como “células mortas da pele”. Após a aplicação, a cliente retira o excesso do produto na ducha, na própria clínica, e recebe uma massagem relaxante com creme hidratante. Este tratamento também pode ser utilizado como preparo para um bronzeado mais uniforme e saudável.

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Confira abaixo, as principais dúvidas sobre como cuidar e tratar bem das pernas, conforme orientação do esteticista Orlando Sanches.

1- Quando as pernas ficam rachadas devido a estarem ressecadas quais os procedimentos que devemos adotar?

Sanches - Um boa sugestão é utilizar esfoliantes após o banho, se a pele tratada for muito seca, deve-se aplicar um óleo pós banho de acordo com as instruções do fabricante, ou se a pele for do tipo normal, deve-se aplicar uma loção cremosa hidratante, com movimentos circulares ou ascendentes (no sentido dos pés para a coxa). Quem tem pele oleosa, dificilmente, sofrerá com rachaduras ou ressecamentos.

2 - A depilação pode ocasionar este ressecamento?

Sanches - A depilação com cera quente, normalmente, resseca a pele e pode também ocasionar foliculite.

3 - Qual tipo de creme é o mais indicado para as pernas e de quanto em quanto tempo devo aplicar?

Sanches - O creme deverá ser escolhido de acordo com o tipo de pele - creme se for seca e loção cremosa se for normal. A aplicação deve ser diária após o banho.

Deve-se evitar banhos demorados e a água deve ser morna, pois a água quente remove parte da oleosidade natural da pele e causa maior ressecamento. Também deve-se optar por um tipo de sabonete que seja hidratante para que se minimize esses efeitos.

4-Tem alguma curiosidade, dica, ou mesmo conselho na área de alimentação para deixar a pele das pernas bonitas?

Sanches - Além das dicas acima, consumir alimentos que sejam ricos em beta-caroteno (precursor da formação da vitamina A) é uma excelente sugestão alimentar. A cenoura e os legumes com tom alaranjados e avermelhados normalmente tem maior quantidade de beta-caroteno.

Consumir alimentos que contenham vitamina C também podem ajudar e melhorar a qualidade da pele.

terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Infestação de piolhos


A infestação por piolhos (pediculose) provoca comichão intensa e pode afectar praticamente qualquer zona da pele.

Os piolhos são insectos sem asas, visíveis, que se transmitem facilmente de pessoa para pessoa através do contacto corporal ou depois de partilhar roupa e outros elementos pessoais. Os piolhos que se encontram na cabeça são muito semelhantes aos que se localizam no corpo, mas na realidade são espécies diferentes. Os piolhos que se encontram na zona púbica têm o corpo mais largo e curto que os das outras duas espécies. A sua forma arredondada torna-os semelhantes às ladilhas (origem da denominação popular destes parasitas). Os piolhos da cabeça e do púbis vivem directamente na pessoa; no entanto, os piolhos corporais também costumam encontrar-se nas peças de vestuário que estão em contacto com a pele.

Os piolhos da cabeça transmitem-se por contacto pessoal e pela partilha de pentes, escovas, chapéus e outros objectos pessoais. A infestação estende-se, por vezes, às sobrancelhas, às pestanas e à barba. Os piolhos da cabeça são um tormento para as crianças de idade escolar, seja qual for o seu estrato social.

Os piolhos do corpo não se transmitem tão facilmente com os da cabeça. Costumam infestar as pessoas cuja higiene é deficiente e as que vivem em espaços limitados ou em instituições sobrelotadas. Estes piolhos podem transmitir doenças como o tifo, a febre das trincheiras e a febre recorrente.

Os piolhos do púbis, que infestam a zona genital, transmitem-se normalmente durante as relações sexuais.

Sintomas

A infestação por piolhos provoca comichão intensa. O coçar insistente causa escoriações da pele, que se podem complicar com infecções bacterianas.

Por vezes, os gânglios linfáticos da parte posterior do pescoço inflamam-se em virtude de uma infestação do couro cabeludo. As crianças mal se apercebem da presença de piolhos na sua cabeça ou só sentem uma ligeira irritação no couro cabeludo. A comichão que os piolhos do corpo provocam é geralmente mais intensa nos ombros, nas nádegas e no abdómen. Os piolhos do púbis provocam comichão à volta do pénis, da vagina e do ânus.

Diagnóstico

A fêmea do piolho põe ovos brilhantes, branco-acinzentados (lêndeas), que se podem ver como glóbulos minúsculos que se fixam firmemente nos pêlos. Os piolhos do corpo adultos e os seus ovos encontram-se não só nos pêlos do corpo, mas também nas costuras das peças de vestuário que estão em contacto com a pele. Os piolhos do púbis espalham umas manchas minúsculas de cor pardacenta (excrementos dos piolhos) na roupa interior, na zona em que estão em contacto com os órgãos genitais e o ânus. Os piolhos do púbis são particularmente difíceis de encontrar e podem aparecer como pequenas manchas azuladas sobre a pele. Ao contrário dos outros piolhos, as lêndeas aparecem na base dos pêlos, muito perto da pele.

Tratamento

Das medicações contra os piolhos, a permetrina é a mais segura, eficaz e agradável de usar. O lindano (que se pode aplicar sob a forma de creme, de loção ou de champô) também cura as infestações por piolhos, mas não é apropriado para as crianças devido ao facto de em situações excepcionais poder causar complicações neurológicas. Por vezes utiliza-se também a piretrina. Todos estes medicamentos podem ser irritantes e todos eles requerem uma segunda aplicação 10 dias depois para eliminar os piolhos recém-nascidos.

Ovos do parasita

Os ovos do parasita têm o aspecto de pequenos glóbulos aderentes firmemente ao cabelo.

A infestação das pestanas e das sobrancelhas é difícil de tratar; habitualmente os parasitas são retirados com pinças. A gelatina de petróleo simples pode eliminar ou debilitar os piolhos instalados nas pestanas. Se as fontes de infestação (pentes, chapéus, peças de vestuário e roupa de cama) não são desinfectados por aspiração, lavagem e passagem a vapor ou por limpeza a seco, os piolhos podem persistir neles vivos e voltar a infestar a pessoa.

domingo, 24 de Outubro de 2010

Pêlos excessivos no rosto das mulheres


A mulher, por natureza, sempre se preocupou em aprimorar a beleza, disfarçar imperfeições, sustar os estragos do tempo. Um dos problemas mais comuns que costuma tirar o sono de muitas mulheres é a acne e excesso de pêlo – muito freqüente em adolescentes. Quando os primeiros sinais deste incômodo surgem, as pacientes se dividem entre dermatologistas e endocrinologistas para saber o que é possível fazer.
O dermatologista irá remover os pêlos indesejáveis. O endocrinologista irá insistir em saber as causas que levaram ao aparecimento dos pêlos excessivos. Basicamente o excesso de pêlos pode ser dividido em dois grupos de causas:

1) Depende de alterações hormonais, que, induzem excesso de hormônios masculinizantes (chamados de Androgênicos).

2) Medicações que levam ao aparecimento de pêlos indesejáveis.

Muitas mulheres, principalmente mais jovens, reclamam de pêlos excessivos nos braços, nas pernas e no buço. O endocrinologista sabe que este excesso de pêlos é genético, hereditário e está embutido no genoma de certas etnias que circundam o Mediterrâneo. Portanto, as descendentes de árabes, de italianos do sul da Itália, as espanholas e as gregas, as portuguesas e as árabes do norte da África, são mais propensas e esta característica. Neste caso, os pêlos nada têm de hormonal, nem dependem de andrógenos alterados. Fazem parte das características étnicas destas populações e a solução é antiga e eficiente: remover com cera, com cortes periódicos, ou técnicas de laser já disponíveis.

Origem pode ser hormonal

Mulheres jovens, que já passaram da adolescência, e que apresentam acne e excesso de pêlos no rosto, nos mamilos, na linha média do abdômen, provavelmente têm um distúrbio hormonal. Mais raramente pode ocorrer queda de cabelos, oleosidade e ganho de peso excessivo. O problema de obesidade, por si só, pode levar a excesso de pêlos. Sabemos que a mulher obesa possui excesso de enzimas capazes de transformar o hormônio natural da mulher – estrógeno – em testosterona, hormônio que é característico do homem.
O tratamento da obesidade pode resolver o problema.

A síndrome dos ovários policísticos

Os ovários policísticos é uma doença endócrina que afeta cerca de 5% das mulheres em idade fértil. Os principais fenômenos clínicos deste distúrbio são o excesso de peso com características de maior concentração da gordura na região abdominal e falta de ovulação – ciclos menstruais não são caracterizados por uma ovulação normal todos os. Como conseqüência, é óbvio, existe irregularidade menstrual, com períodos menstruais esparsos ao longo do ano. Nota-se, no tegumento cutâneo, a presença freqüente de acne, pele oleosa, alguma queda de cabelos e, o que mais incomoda a mulher, a presença de pêlos excessivos no rosto e outras regiões do corpo.
Estes sinais cutâneos são o resultado de secreção excessiva de hormônios virilizantes (androgênicos). Por outro lado, as mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a terem outras anormalidades concomitantes tais como, aumento da camada interna do útero, resistência à ação do hormônio chamado insulina, com propensão para evoluir para diabetes, pressão alta, colesterol elevado e ganho de peso progressivo.

O diagnóstico dos ovários policísticos

O exame dos ovários pela ultra-sonografia é essencial. Muitas vezes os pequenos cistos dos ovários são difíceis de serem visualizados através do abdômen, que devido à obesidade, pode ter extensa camada de gordura. Desde que possível opta-se pelo exame dos ovários por via vaginal. Por que existem os cistos? Acredita-se que quando a ovulação falha, o óvulo primitivo não emerge da gônada, e fica preso dentro do ovário formando um pequeno cisto. Após vários episódios sem ovulação, a periferia do ovário aparece no ultra-som como um “colar de pérolas” com vários cistos, um ao lado do outro. Exames de sangue indicam a presença de hormônios androgênicos (Delta-4, Testosterona, DHEA-S).

O tratamento da acne e excesso de pêlos

É imprescindível afastar doenças das glândulas adrenais, tumor do ovário, uso abusivo de medicamentos anabolizantes, tratamento com cortisona, etc. No campo da nutrição, impõe-se dieta hipocalórica, exercícios aeróbicos, e perda de peso. Os ciclos menstruais devem ser normalizados com o uso de agentes que induzem ciclos menstruais (pílula anticoncepcional). Temos, também, a chance de usar fármacos anti-androgênicos que, em uso prolongado, melhoram muito a pele oleosa e a acne. A resistência à ação de insulina é controlada pelo uso de Metformina. Acne e hirsutismo (excesso de pêlos) são passíveis de tratamento endocrinológico com grande sucesso.

sábado, 23 de Outubro de 2010

Pés diabéticos


Cuide dos seus Pés

O açucar elevado – Hiperglicemia – no sangue pode afectar:

1. Os nervos dos Pés - Neuropatia
• Levando a uma perda lenta da sensação de posição, de pressão, de dor e de temperatura;
• Tornando a pele seca, sem transpiração, mais grossa e sujeita ao aparecimento de fissuras;
E assim, pode aparecer uma ferida sem que a pessoa se aperceba, porque não dói.
Andando sobre ela, pode levar a consequências desastrosas.
2. Os vasos que levam o sangue para os pés - Vasculopatia
• Provocando dor nas pernas ou nos pés durante a marcha;
• Pés frios, pálidos, com má circulação;
As feridas que aparecem nos pés, sem sensibilidade e com circulação de sangue deficiente – pés diabéticos – infectam facilmente e são difíceis de tratar.

E porque nunca é demais lembrar...

Cuidados a ter com os Pés nos pacientes diabéticos

1. Observe diariamente os seus pés e a planta, o calcanhar e os espaços entre os dedos, para ver se há zonas de cor diferente, bolhas, fissuras, calosidades, inchaço... Se não lhe é possível fazê-lo, por dificuldade na posição, use um espelho e se tem dificuldade de visão peça auxílio a outra pessoa.
2. Lave os Pés todos os dias, durante 2 ou 3 minutos, usando sabonete neutro e água tépida (verifique sempre a temperatura da água) e não os “ponha de molho”. Seque-os muito bem, em particular nas zonas entre os dedos. Aplique um crème hidratante na planta e no dorso, (não entre os dedos), massajando bem.
3. Use uma lima de cartão para desgastar as unhas, movimentando-a em linha recta de um lado para o outro.
4. No verão não use sapatos sem meias.
5. Use meias de fibras naturais(como a lã ou o algodão) sem costuras e que não apertem nas pernas.
6. Nunca ande descalço, de forma a evitar lesões ou alterações na pele.
7. Não aqueça os pés com bolsas de água quente, nem aproxime os pés de aqueçedores, lareiras ou outras fontes de calor.
8. Antes de calçar os sapatos, verifique com a mão, se não há qualquer objecto dentro deles.
9. Use sapatos confortáveis, adaptados ao seu pé, de forma que não haja zonas apertadas ou em que se exerça pressão excessiva. Os sapatos fechados protegem mais os pés, quer de “batidas ou topadas” quer de pedras ou areias.
10. Nos calos não use calicidas nem outros produtos semelhantes.
11. Nas calosiadades pode usar pedra pomes de forma suave, mas não use limas, lixas ou objectos de corte, que possam irritar a pele.
12. O cigarro prejudica seriamente a circulação sanguínea.
13. Consulte um Podologista regularmente de forma a prevenir qualquer tipo de alteração patológica.

Lembre-se que a prevenção é o melhor tratamento, especialmente se é diabético.

quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Transpiração excessiva


Transpiração excessiva, suor excessivo ou hiperidrose. Saiba mais sobre esse problema que incomoda muita gente!

HIPERIDROSE

O que é hiperidrose?

Quando ocorre aumento da atividade das glândulas sudoríparas (glândulas que produzem o suor) temos o quadro conhecido como hiperidrose. Ou seja, a hiperidrose também é conhecida como quadro de suor excessivo.

Quais são as causas da hiperidrose?

A hiperidrose não é uma doença grave quanto ao risco de vida, mas trata-se de situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social e transtornos de relacionamento e psicológicos no portador que freqüentemente se isola socialmente e adquire hábitos procurando esconder o seu problema. A hiperidrose pode ocorrer em pessoas com alguma doença da tiróide, doenças psiquiátricas, menopausa ou obesidade. Pode ocorrer também em pacientes saudáveis.

Quando se inicia o quadro de hiperidrose?

O início dos sintomas pode ocorrer na infância, na adolescência ou somente na idade adulta, por razões desconhecidas. Eventualmente poderemos encontrar outras pessoas da mesma família com problema de hiperidrose.

Como a hiperidrose pode se manifestar?

As áreas mais atingidas são as axilas, palmas (mãos), plantas (pés), região inguinal
(virilha), podendo ocorrer em outras áreas. A sudorese excessiva e constante é uma condição constrangedora, desagradável, que dificulta as atividades do dia-a-dia e interfere no trabalho, no lazer e nas atividades sociais. Atividades diárias como escrever, apertar a mão de outra pessoa, segurar papéis, e outras atitudes simples podem ser adversamente afetada pela hiperidrose. Quando a sudorese é mais intensa na região axilar, pode ocorrer odor desagradável. Pode ocorrer uma situação clínica onde existe sudorese excessiva, principalmente nas palmas (hiperidrose palmar) mãos e nas plantas (hiperidrose plantar). O portador da doença tem as mãos sempre molhadas, podendo chegar a pingar suor e tem as plantas molhadas, situação extremamente desconfortável, que pode impedir o uso de meia comum e facilitar o aparecimento de fissuras.

Quais são os tratamentos disponíveis para a hiperidrose?

O tratamento pode ser feito com medicações de uso local que visam diminuir a secreção sudorípara ou através da utilização de aparelhos para iontoforese. Medicações via oral podem interferir com o funcionamento de outros órgãos e seu uso exige cuidados específicos. Muitas vezes o apoio psicológico pode ajudar bastante, podendo ser necessário o uso de tranqüilizantes nos quadros graves. A toxina botulínica surge como uma boa opção terapêutica, interrompendo a sudorese na área tratada. Casos graves de hiperidrose axilar podem ser tratados cirurgicamente, com a retirada das glândulas sudoríparas ou através da simpatectomia que é uma cirurgia onde os nervos responsáveis pelo estímulo à sudorese são cortados.

Como é feito o tratamento da hiperidrose com a toxina botulínica?

Além do conhecido uso da toxina botulínica no tratamento de rugas para rejuvenescimento, também oferece uma excelente opção de tratamento para os pacientes que apresentam quadro de hiperidrose. Na hiperidrose axilar, a toxina botulínica é aplicada através de injeções subcutâneas nas axilas, com intervalos de cerca de 1,5-2,0cm entre cada aplicação, na área onde a sudorese é mais intensa. O efeito máximo ocorre em cerca de 2 semanas e o tratamento apresenta boa eficácia, com interrupção da sudorese na área tratada. O mesmo procedimento pode ser feito para regiões como palmas, plantas, virilha e outras. Geralmente utiliza-se anestesia tópica (em creme) e/ou anestesia local (bloqueio anestésico).

Por quanto tempo a região permanece tratada?

A duração do efeito pode ser de 4 meses a 6 meses, podendo chegar até a 8 meses dependendo das características individuais de cada paciente. Para manter um bom resultado, é necessário reaplicar a toxina.

quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Suar demais das mãos


A sudação excessiva (hiper-hidrose) pode afectar toda a superfície da pele, mas regra geral limita-se às palmas das mãos, às plantas dos pés, às axilas ou às virilhas. A zona afectada costuma ficar rosada ou branco-azulada e nos casos graves a pele pode apresentar fissuras, descamar-se e amolecer, sobretudo nos pés. Por vezes, a zona afectada exala um odor fétido (bromidrose), causado por bactérias e leveduras que decompõem o suor e a pele molhada.

As mãos e os pés suados são uma reacção normal à ansiedade. É também habitual uma pessoa suar muito quando tem febre. No entanto, uma sudação frequente e abundante em todo o corpo requer atenção médica porque pode ser um sinal de hiperactividade da tiróide, de uma baixa de concentração de açúcar no sangue ou de uma alteração na zona do sistema nervoso que controla a sudação. As análises ao sangue podem determinar se a função tiroideia ou a concentração de açúcar no sangue são anormais

Tratamento

Uma sudação abundante nas palmas das mãos, nas plantas dos pés ou nas axilas pode ser controlada até certo ponto com a aplicação, à noite, de uma solução de cloreto de alumínio. Primeiro, seca-se a zona afectada, em seguida aplica-se a solução e por último cobre-se toda a zona com uma fina película plástica. Pela manhã retira-se a película e lava-se a zona. Algumas pessoas precisam de duas aplicações diárias; este procedimento costuma aliviar o problema durante uma semana. Se a solução irritar a pele, deverá interromper-se a utilização da película plástica.

Uma solução de metenamina também pode ajudar a controlar a sudação abundante. Por vezes recorre-se à iontoferese com água corrente, processo em que se aplica uma corrente eléctrica fraca à zona afectada. Se o tratamento falhar num caso de sudação extrema, pode-se proceder a uma medida muito mais drástica, que consiste na extirpação cirúrgica das glândulas sudoríparas axilares. O acompanhamento psicológico ou um tratamento com ansiolíticos podem aliviar os casos de sudação provocados por ansiedade.

Para controlar o odor é necessário manter minuciosamente limpa a zona afectada; deste modo, eliminam-se os microrganismos responsáveis pelo cheiro.

O banho diário com sabão líquido que contenha cloro-hexidina ou outro anti-séptico e a aplicação de uma preparação de cloridrato de alumínio (presente na maioria dos desodorizantes comerciais) são eficazes contra o odor; pode ser útil a depilação das axilas. Algumas pessoas podem precisar de cremes bactericidas ou loções com antibióticos (como a clindamicina ou a eritromicina) para eliminar o cheiro.

terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Por que os pés têm mau cheiro?


Todo mundo conhece esse fenômeno. A maioria de nós tem um amigo ou parente que consegue esvaziar a sala quando tira os sapatos. Mesmo a pessoa mais perfumada pode ter mau cheiro nos pés e nos sapatos se correr alguns quilômetros com eles. Então, por que os pés têm um cheiro mais forte que o resto do corpo?
Uma coisa importante que provoca o mau cheiro nos pes é a transpiração. Com mais de 250 mil glândulas sudoríparas, seus pés estão entre as partes do corpo que mais transpiram. Em um dia, cada pé pode produzir mais de meio litro de suor! Entretanto, a transpiração é basicamente sal e água, de modo que não possui um odor diferente do seu. Na realidade, o cheiro é provocado por bactérias em nossa pele que absorvem a umidade e excretam a sobra, produzindo um odor forte. É perfeitamente normal ter bactérias em sua pele, e elas geralmente não produzem um odor perceptível, mas a transpiração as atrai e lhes dá bastante alimento.

É evidente que transpiramos por inteiro - nossas mãos possuem uma quantidade comparável de glândulas sudoríparas, por exemplo - e a maior parte do nosso corpo não tem mau cheiro (as axilas são uma notável exceção -veja Como funciona o suor para obter detalhes). Então, o que há de diferente nos nossos pés? A resposta é: nossas meias e sapatos. O suor que nossos pés expelem não consegue desaparecer com facilidade no ar, como o suor de nossas mãos - ele reúne o suor de nossa pele em nossas meias. Esse ambiente úmido é favorável às bactérias. Quando você tira os sapatos, o cheiro que sai é o da excreção das bactérias coletada de seus pés, meias e sapatos.

O principal motivo pelo qual os pés de algumas pessoas (ou mais precisamente, suas meias e sapatos) ficam com mais mau cheiro que os de outras é que simplesmente elas transpiram mais. Essa é apenas uma das muitas características fisiológicas variáveis dos seres humanos. É por esse motivo também que, às vezes, os pés ficam com mais mau cheiro em determinadas ocasiões - tem a ver com o quanto se transpira.

Então, uma vez que o odor dos pés é provocado por bactérias que digerem o suor, existem duas maneiras importantes de reduzir o mau cheiro. Você pode:

•diminuir a quantidade de bactérias de seus pés
•diminuir a quantidade de suor de seus pés e de seus sapatos
Reduzir o nível de bactérias realmente é uma questão de limpeza. Para controlar a população de bactérias de seus pés, você deve:
•lavar seus pés com sabonete bactericida
•usar meias limpas
•não usar as mesmas meias todos os dias - deixe os sapatos 24 horas ou mais arejando antes de calçá-los novamente
Para reduzir a quantidade de suor de seus sapatos, você deve:
•usar sapatos bem ventilados em vez de sapatos muito apertados, como botas;
•sempre usar meias, de preferência de algodão ou outro material que absorva boa parte do suor, de modo que as bactérias não possam se alimentar dele;
•mudar de meias algumas vezes por dia;
•comprar algum produto antiodor para usar nos pés e sapatos;
•aplicar antiperspirante nos pés.
Se o odor do pé é muito forte e essas soluções não ajudaram muito, o mais indicado e procurar um médico. Existe uma grande quantidade de medicamentos vendidos sob prescrição médica que podem tratar de odores fétidos dos pés, alguns matando as bactérias e outros reduzindo a transpiração. dos pés

domingo, 17 de Outubro de 2010

Consultas On line

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Malefícios do tabaco na pele » O rosto envelhecido do fumador activo


Todos já conhecemos os alertas de que fumar faz mal à saúde. Obstrui as vias respiratórias e, no limite, pode resultar num cancro do pulmão. Mas o tabaco também afecta a sua pele. «O fumo inalado de tabaco que cada indivíduo consome tem algumas características nocivas para a pele», afirma a Dr.ª Marília Moreira da Fonseca, dermatologista. Ao contrário dos efeitos nos pulmões, a exposição ao tabaco não deixa marcas de nicotina na pele.


Aliás, como indica Marília Moreira da Fonseca, «nada que uma boa lavagem não solucione e, sobretudo, com o intuito de remover o odor desagradável da pele e cabelo».

Parece que o assunto ficaria resolvido, mas não. O tabaco não deixa sinais imediatos na pele. É a longo prazo que se observam os resultados...

De facto, o tabaco inalado afecta o nível de oxigenação da pele.

«A nicotina é um potente vasoconstritor e dificulta o fluxo sanguíneo nos vasos. Se é prejudicial para problemas cardíacos, diabetes e outras doenças com componente vascular, também acaba por afectar a pele», alerta a dermatologista, acrescentando:

«Há um aporte reduzido de sangue a nível cutâneo, porque os vasos estão de calibre mais reduzido. A oxigenação faz-se deficientemente a nível celular, o que acaba por se traduzir num envelhecimento prematuro.»

Para além disso, segundo a especialista, «o tabaco também actua a nível das células imunitárias periféricas que, por sua vez, identificam e alertam o organismo para alergenos ou agentes agressores à pele».

Assim, quando surge um agente que vai interagir mal com a pele as células cutâneas langerhans detectam o agressor e transmitem estímulos para que a pessoa reaja contra ele.

Sinais como a vermelhidão da pele, comichão e eczemas são alertas de socorro. Mas um fumador pode deixar de ter estes sinais de reacção. Nestes casos, «a pele vai sendo agredida e vai-se deteriorando», alerta Marília Moreira da Fonseca, que adianta:

«O tabaco retira actividade a estas células. Por isso, estamos muito mais pacífica e passivamente expostos. Acabamos por estar sujeitos a agressões permanentes sem sequer nos apercebermos.»

A face do fumador

Muitos dos fumadores são descritos pelos especialistas como alvo de «um “smoking envelhecimento”, com a degecensored:ração prematura da pele».

Para além do envelhecimento precoce da pele, devido à falta de oxigenação, «o tabaco também inibe a produção dos fibroblastos, que são importantes porque produzem o colagénio e a elastina. Maeriais que existem na derme, que dão textura e elasticidade à pele e impedem a flacidez», explica a dermatologista.

Ora, se as células morrem mais depressa, não há uma renovação. Existe mesmo, do ponto de vista dermatológico, a descrita «face do fumador».

Marília Moreira da Fonseca descreve o estado em que fica a pele afectada pelo tabaco:

«As pessoas têm uma tez amarelada, uma pele macilenta e sem brilho. Aproxima-se da pele das pessoas mais velhas.»

Ainda de acordo com a médica, «é típico nas mulheres que fumam surgirem precocemente imensas rugas à volta da região perioral, perpendiculares aos lábios. São pequenas rugas, que ainda não têm a profundeza das das pessoas mais velhas, mas que já começam por volta dos 30 anos».

Estas rídulas constituem uma característica resultante do próprio acto de fumar, isto é, são consequência da expressão dos fumadores quando comprimem o cigarro nos lábios.

Para evitar uma pele envelhecida pelo tabaco, o melhor seria deixar de fumar. No entanto, se o vício «fala mais alto», existem formas de minimizar os sinais da pele de um fumador.

«O rejuvenescimento cutâneo, através das novas tecnologias laser e cada vez mais sofisticada cosmetologia com preciosas formulações (peelings ou implantes), tem vindo a ajudar imenso as pessoas afectadas por agressões na pele provocadas pelo tabaco», diz Marília Moreira da Fonseca.

Fumadores passivos

Podem ficar descansados os que não fumam, mas que vivem entre fumadores, pois, para além do odor, a pele não fica afectada pelos cigarros alheios.

O tabaco saturado, ao ser inalado, poderia atacar a pele, apenas, numa situação limite, presente em ambientes fechados, com pouca ventilação.

«Mas isto teria de acontecer com exposições prolongadas e em concentrações elevadíssimas de tabaco, o que é pouco significativo nos ambientes usuais», esclarece a dermatologista.

O cabelo também sofre?

Quanto aos possíveis efeitos do tabaco no cabelo, pode-se unicamente falar em hipóteses, dado que existem poucos estudos sobre o assunto. Contudo, é possível fazer alguns paralelismos com outras situações.

Por isso, Marília Moreira da Fonseca coloca a possibilidade de que «talvez se ressinta mais o cabelo com a falta de fluxo sanguíneo do que a pele»

E explica: «Porque se é importante, a nível periférico, uma adequada vascularização, a sua redução ao nível do couro cabeludo devido ao fumo do tabaco pode acompanhar-se de queda de cabelo.»

Poder-se-ia mesmo estabelecer um paralelismo entre a deficiente oxigenação, que acompanha o tabagismo, e o que o que se passa durante a cirurgia. No decurso de uma cirurgia, nas zonas periféricas do organismo, como a pele, o fluxo de sangue é reduzido para que ele seja desviado para órgãos nobres, como o coração, o cérebro e o rim, de forma a que estes não sejam minimamente lesados. Devido a tal, no pós--operatório, assiste-se frequentemente, em particular em cirurgias prolongadas, à queda do cabelo como efeito secundário.

Assim, por comparação, pode-se fazer uma aproximação forçada das situações. O tabaco «à la longue» pode funcionar um pouco da mesma forma no couro cabeludo, devido à falta de oxigenação, em especial, numa pessoa já predisposta geneticamente à queda de cabelo.

Mas a dermatologista alerta que «é difícil estabelecer uma relação directa entre o tabaco e a queda de cabelo. É mesmo bastante difícil, já que neste processo de queda de cabelo muitos são os factores envolvidos e não é de todo raro vermos fumadores com óptimos cabelos e não fumadores calvos».

sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

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Parapsoríase em placas


O que é?

Doença de causa desconhecida que forma lesões cutâneas com poucos sintomas, mas de curso arrastado e refratárias ao tratamento. De acordo com a forma de manifestação, divide-se em parapsoríase de pequenas placas e de grandes placas.

Alguns autores consideram a parapsoríase uma fase inicial da micose fungóide, uma forma de linfoma, podendo evoluir para ela após alguns anos.

Manifestações clínicas

As lesões acometem principalmente o tronco, coxas e braços e são avermelhadas e com descamação em sua superfície. Geralmente são assintomáticas, mas pode ocorrer prurido (coceira) discreto.

Na parapsoríase de pequenas placas, as lesões têm menos de 5 centímetro de diâmetro, são róseas, avermelhadas ou arroxeadas e de limites bem precisos, podendo ser um pouco elevadas e surgindo em número variado.

Aqui as lesões adquirem tamanho maior que 5 centímetros e a coloração varia de rósea a acastanhada. São planas e recobertas por fina descamação. Esta forma é a que tem maior propensão para evoluir para a micose fungóide, que deve ser suspeitada caso as placas comecem a se tornar elevadas.

Tratamento

O tratamento depende de cada caso e não existe uma medicação que elimine definitivamente a doença, que deve ser mantida sob controle. Corticosteróides de uso tópico e sistêmico podem ser utilizados e também a terapia com PUVA, que consiste na aplicação de ultra-violeta A associada com medicamentos que favorecem a absorção da radiação.

quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

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Lipoma


O que é?

É um acúmulo de tecido gorduroso que surge por baixo da pele (subcutâneo). Os lipomas são tumores benignos, mas podem crescer bastante, causando grande incômodo estético e, até mesmo, físico.

Manifestações clínicas

Os lipomas formam lesões palpáveis, de consistência firme e elástica que fazem relevo na pele. Alguns podem ser bem macios. A pele que os recobre apresenta-se de aspecto normal. Seu tamanho pode variar de meio centímetro a vários centímetros de diâmetro e o crescimento costuma ser lento.

Na maioria das vezes são assintomáticos, podendo, em alguns casos, ser dolorosos. Algumas vezes, só são percebidos à palpação, quando sente-se um nódulo (lesão arredondada) localizado em baixo da pele.

Os lipomas podem ser únicos ou múltiplos. A forma múltipla, conhecida como lipomatose, é usualmente familiar e as lesões podem ser dolorosas ao toque. A biópsia de uma destas lesões permite ver tratar-se, em realidade, de um angiolipoma.

Tratamento

O tratamento é usualmente simples, através de uma pequena cirurgia. A retirada cirúrgica é extremamente eficaz e pode ser realizada em consultório na maior parte das vezes. Técnicas cirúrgicas adequadas permitem que mesmo lipomas grandes possam ser removidos através de pequenas incisões. A lipoaspiração também está indicada em alguns casos.

Por vezes, o lipoma se localiza por baixo da fáscia muscular, dentro ou abaixo do músculo, dificultando a remoção deste pela técnica tradicional e impedindo-a pela lipoaspiração.

Lipomas são muito sugestivos clinicamente, porém, outras lesões podem se assemelhar a eles, em especial os cistos. Vale ressaltar que outras lesões subcutâneas podem se parecer com lipomas, inclusive lesões malignas, como sarcomas e metástases cutâneas. O médico dermatologista é o profissional indicado para fazer o correto diagnóstico.

segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

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Lupus eritematoso


O que é?

O Lupus Eritematoso (LE) é uma doença auto-imune, ou seja, uma alteração do nosso sistema imunológico que passa a produzir anticorpos contra nossas próprias células, provocando inflamação e danificando os nossos órgãos, entre eles, a pele. A causa desse desequilíbrio imunológico é desconhecida.

A doença ocorre com maior frequência em mulheres jovens, sendo os homens pouco afetados. Uma característica importante é a fotossensibilidade. A luz solar pode provocar o surgimento ou agravar as lesões cutâneas, que situam-se principalmente nas áreas da pele expostas ao sol. Outro fator que pode desencadear o surgimento da doença é o estresse emocional intenso.

Manifestações clínicas

Existem formas diferentes da doença. Uma delas afeta somente a pele e é conhecida como LE cutâneo discóide ou LE crônico. Outra forma, mais grave, é o LE sistêmico ou agudo, na qual ocorre o acometimento da pele e de órgãos internos. Uma forma intermediária é o LE subagudo, que apresenta lesões cutâneas mais numerosas e um envolvimento menos grave dos órgãos internos.

Na pele, formam-se lesões planas, de cor avermelhada, rósea ou violácea. Apresentam descamação, pequenos vasos sanguíneos dilatados na superfície e podem ter as bordas mais escuras. As lesões mais antigas podem levar à atrofia cutânea, deixando cicatrizes com perda da cor da pele e dos pêlos.

Situam-se com maior frequência nas regiões da pele expostas à luz solar, principalmente na face. Quando ocupam as regiões malares (maçãs da face) e o nariz, podem adquirir um formato de "asa de borboleta", característico da doença.

Outras localizações habituais são as orelhas, os lábios e o couro cabeludo, onde podem provocar queda dos cabelos de forma definitiva (alopécia cicatricial). Com menor frequência, ocorrem no tórax (colo ou V do decote), ombros, antebraços e mãos.

No LE sistêmico, além das lesões cutâneas, que estão presentes em 80% dos casos, aparecem, com frequência, febre e dores articulares. Outras alterações, menos frequentes, são anemia, convulsões, inflamação das membranas que envolvem o pulmão e o coração, e distúrbios renais. O acometimento dos rins pode causar danos graves e irreversíveis, com perda definitiva do seu funcionamento.

Para se diagnosticar a doença, é necessário realizar biópsia da pele, exames de sangue e de urina, radiografia de tórax e, eventualmente, outros exames, de acordo com os sintomas apresentados.

Tratamento

O tratamento visa interromper a auto-agressão causada pelos anticorpos, diminuindo a inflamação. Por ser uma doença que pode afetar vários órgãos, algumas vezes é necessário o acompanhamento do paciente por vários especialistas, como dermatologista, reumatologista, nefrologista, hematologista e neurologista.

É importante proteger-se da luz solar, evitando sair ao sol e usando filtros solares com alto fator de proteção. As lesões de pele podem ser tratadas com medicação de uso tópico, sob a forma de cremes, pomadas e loções capilares.

Nos casos com lesões cutâneas mais acentuadas ou com acometimento de órgãos internos, são empregados medicamentos por via oral, para combater a inflamação. Estes remédios podem provocar efeitos colaterais importantes e devem ser rigorosamente acompanhados pelo médico.

Quando os rins estão gravemente afetados ou ocorrem alterações que possam trazer risco de vida, como o acometimento do sistema nervoso central, o tratamento requer hospitalização para uso de medicação via endovenosa.

domingo, 10 de Outubro de 2010

Cancro mole


O que é?

O cancro mole é uma doença sexualmente transmissível (DST), também chamada de cancro venéreo e popularmente conhecida como "cavalo". Pode ser transmitido pela relação sexual vaginal, anal ou oral e manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole nos órgãos genitais.

Os primeiros sintomas aparecem dois a cinco dias após relação sexual desprotegida com portador da doença, período que pode se estender em até duas semanas.

Manifestações clínicas

No início, surgem uma ou mais feridas pequenas com pus. Após algum tempo, forma-se uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e profundidade. A seguir, surgem outras feridas em volta das primeiras.

Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado (íngua) na virilha, que chega a dificultar os movimentos da perna, chegando a impedir a pessoa de andar. Essa íngua pode abrir e expelir um pus espesso, esverdeado, misturado com sangue.

Nos homens, as feridas, em geral, localizam-se na glande (cabeça do pênis). Na mulher, ficam, principalmente, na parte externa do órgão sexual e no ânus e mais raramente na vagina (ressalte-se que a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar).

O quadro clínico pode ser acompanhado de dor de cabeça, febre e fraqueza.

Tratamento

Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o cancro mole é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais.

O cancro mole é tratado com medicamentos à base de antibióticos, sabonetes e medicações de uso local. Além do tratamento, deve-se realizar intensa higiene dos locais afetados.

As relações sexuais devem ser evitadas até a conclusão do tratamento. É recomendado o tratamento dos parceiros sexuais, em qualquer circunstância, pela possibilidade de existirem portadores que não manifestem sintomas.

sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Síndrome de Stevens-Johnson


O que é?

O Eritema multiforme é uma síndrome de hipersensibilidade de surgimento abrupto que provoca lesões na pele e, ocasionalmente, nas mucosas. É provocado por uma reação do organismo a medicamentos (sulfa, analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos...) e infecções virais e bacterianas, sendo o herpes o agente viral mais comumente envolvido.

O quadro se manifesta sob duas formas de apresentação:

Minor: acomete apenas a pele, com poucos sintomas gerais e melhor evolução;
Major: acomete a pele e as mucosas, com sintomas gerais importantes e evolução mais grave, também conhecido como Síndrome de Stevens-Johnson.

Manifestações clínicas

A doença se instala de forma súbita e acomete principalmente os braços, as pernas, as mãos e os pés. O termo multiforme vem da multiplicidade de tipos de lesões, que podem ser avermelhadas ou purpúricas, elevadas, com vesículas e bolhas. As lesões aumentam de tamanho e podem atingir vários centímetros.

Manifestações características são a lesão em alvo: bordas elevadas e de contorno avermelhado, com centro deprimido e mais escuro; e a lesão em íris: placa avermelhada centrada por vesícula ou bolha. Quando as mucosas são acometidas, surge vermelhidão e feridas erosadas.

Este quadro dura cerca de 4 semanas e pode ser precedido ou acompanhado por coceira, febre, indisposição e mal estar geral.

Na forma mais grave do eritema multiforme, a Síndrome de Stevens-Johnson, ocorre um acometimento cutâneo extenso, com inúmeras lesões e formação de bolhas, que podem provocar o descolamento de até 10% da pele. As mucosas bucal, ocular e genital também são bastante atingidas pela formação de feridas. O quadro se acompanha de sintomas gerais importantes e outros órgãos podem ser comprometidos, como os pulmões e os rins.

Tratamento

Quando suspeita-se de que a causa do eritema multiforme foi o uso de algum medicamento, este deve ser imediatamente suspenso, sempre que possível. Se ele for fundamental para o tratamento de outras doenças, deve-se buscar um substituto. No caso de suspeição do agente desencadeador ser uma infecção, esta deve ser tratada.

O tratamento é realizado com medicação antihistamínica (no caso de coceira) e corticosteróides de uso tópico ou por via oral, apesar de alguns autores contraindicarem o seu uso e preconizarem o uso de imunoglobulina humana. Também são importantes os cuidados básicos com as feridas e os cuidados gerais com a saúde do paciente.

Casos de Síndrome de Stevens-Johnson podem justificar a internação do paciente devido à sua maior gravidade, para que este receba um melhor suporte clínico, incluindo a assistência de outros especialistas, além do médico dermatologista.

quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Pimples internos do nariz


Os Pimples são tão comuns quanto frios e a febre nos teenagers. Pode afferct quase todos os povos em seus dias teenage e geralmente curas no seus próprios. Os Pimples podem também ocorrer em áreas difíceis então que não podem somente ser duros de tratar, mas doloroso para tratar de. Uma das áreas as mais más para pimples é dentro do nariz. Não somente você tem a tarefa difícil de tentar começar livrado dela, mas você tem também a dor que é involvida.

Causas dos Pimples no nariz

Há muitas razões porque os pimples podem dar forma.
Entretanto, os doutores não sabem exatamente porque determinados pores se tornam obstruídos e outros pores para a direita ao lado dos infected remanesceram unblocked e o fluxo natural do óleo continua.
Além a este crescimento das bactérias o nariz está húmido e molhado que aumenta a possibilidade de uma infecção bacteriana.
O nariz é uma das terras produzindo preliminares para a infecção por causa da possibilidade das bactérias.
Isto é porque não há nenhum meio eficaz verdadeiro de começar livrado dos pimples.

Tratamento de Pimples do nariz

-Os ointments tópicos ou os antibióticos orais podem ajudar curar pimples do nariz.

-Melhorar seus hábitos comer. Comer frutas e vegetais ajudará melhorar a condição de sua pele por causa das vitaminas e dos minerais no alimento.

-Melhorar sua entrada da água. Certificando-se você começar bastante água ajudará cancelam acima de sua pele.

-Aumentar os níveis do probiotics em seu sistema. Probiotics é as bactérias boas que seu corpo produz naturalmente. Você pode aumentar esta quantidade comendo o mel, cebolas, alcachofras ou bananas extra.

-Usar somente os produtos que contêm ingredientes naturais. Um dos mais melhores ingredientes que você pode ter em seus produtos é o óleo da árvore do chá que as ajudas reduzem as bactérias em sua pele.

-Uma das mais melhores maneiras começar livrou do stress que é também uma causa sabida dos pimples, é exercitar. Além a reduzir o stress, o exercício ajudará aumentá-lo o fluxo do sangue que melhora sua pele.

-Comendo menos açúcar e carbs refinados tais como os pães brancos, o pasta e o arroz ajudarão reduzir a quantidade de óleo que sua pele produz.

-Aumentar sua exposição ao sol e ao ar fresco.

terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Queilite


Queilite é a denominação dada aos processos inflamatórios dos lábios provocados por diversos fatores e, segundo Grinspan, aqueles com histologia específica e eventual localização labial, como líquen plano, lupus eritematoso, pênfigos e sífilis, estão excluídos dessa designação de queilite propriamente dita.
As principais queilites classicamente descritas na literatura médica por sua importância clínica, freqüência e potencial de malignização serão aqui destacadas.

QUEILITE ACTÍNICA

A queilite actínica é uma reação inflamatória e pré-maligna do lábio, causada pela exposição prolongada e crônica aos raios solares. Acomete quase exclusivamente o lábio inferior, por ser o mais exposto, e é mais freqüente nos indivíduos de cor branca e do sexo masculino que exercem atividades ao sol, como agricultores e pescadores. A menor freqüência entre os negros ocorre pelo efeito protetor da melanina e acredita-se que, entre as mulheres, seja pelo uso do batom, que atuaria como fator de proteção.
Caracteriza-se clinicamente pelo aparecimento de manchas brancacentas com perda da coloração uniforme da semimucosa ou vermelhão do lábio, ficando borrada a linha de delimitação do mesmo com a pele. O lábio fica ressecado, descamativo, tornando-se cada vez mais áspero. Com a continuação da exposição solar há atrofia e surgem crostas e erosões. A presença de ulceração na queilite actínica é indicativa de malignização. Tais pacientes em geral apresentam outras alterações cutâneas crônicas degenerativas, como ceratoses actínicas e/ou câncer de pele, em outras áreas expostas ao sol.
O principal objetivo do tratamento é a prevenção do desenvolvimento de carcinoma espinocelular, apesar de se obter também razoável involução do quadro inestético e incômodo pelas erosões, crostas e aspereza do lábio.
A remoção do epitélio pré-maligno pode ser feita com a aplicação de 5-fluorouracil, tretinoína tópica e ácido tricloroacético. Métodos cirúrgicos, como eletrofulguração, criocirurgia, laser de dióxido de carbono, curetagem e vermelhectomia, podem ser utilizados nos casos mais graves.
O laser de dióxido de carbono tem sido usado com mais freqüência pela sua fácil aplicação e resultados pós-operatórios satisfatórios e superiores à vermelhectomia.
O uso de protetores solares labiais é indicado na prevenção de recorrências.

QUEILITE ANGULAR

A queilite angular é um processo inflamatório localizado no ângulo da boca, uni ou bilateral, caracterizado por discreto edema, eritema, descamação, erosão e fissuras. É freqüente a ocorrência de períodos de remissão e exacerbação espontânea.
Geralmente está relacionada a um ou mais dos seguintes fatores implicados na sua etiologia: agentes infecciosos (estreptococos, estafilococos e Candida albicans); doenças dermatológicas (dermatite atópica, envolvendo a face, e dermatite seborréica); deficiência nutricional (riboflavina, folato e ferro), imunodeficiência (HIV, diabetes mellitus, câncer e transplante), hipersalivação e fatores mecânicos provocando a perda da dimensão vertical de oclusão, com queda do lábio superior sobre o inferior na altura do ângulo da boca, como ocorre no processo normal de envelhecimento, no prognatismo, na ausência de dentes ou com o uso de próteses mal adaptadas.
Além do exame clínico detalhado para identificar alteração oclusal e outros sinais de alteração nutricional ou imunológica, os exames bacteriológico e micológico da lesão podem auxiliar na elucidação diagnóstica e na escolha do tratamento, apesar dos microorganismos envolvidos serem saprófitas.
No tratamento da queilite angular é fundamental a correção dos fatores desencadeantes como, por exemplo, adequação de prótese dentária e correção de deficiência nutritiva, terapia da doença de base, assim como a aplicação de antimicóticos e antibióticos tópicos por tempo prolongado.
É de extrema importância também a profilaxia da queilite angular mantendo a higiene e desinfecção adequadas de próteses dentárias, fontes potenciais de contaminação, com isso evitando-se as recidivas. Há casos nos quais é necessária a realização de cirurgia plástica para levantar os ângulos da boca, evitando-se assim o acúmulo de saliva nas comissuras.

QUEILITE DE CONTATO

O processo inflamatório dos lábios desencadeado pela ação irritante ou sensibilizante de agentes químicos é denominado queilite de contato. Dentre os produtos envolvidos com maior freqüência, destacam-se os batons, medicamentos tópicos, dentifrícios , colutórios, esmaltes, produtos odontológicos, alimentos, instrumentos musicais de sopro, canetas e outros objetos que são compulsivamente levados à boca.
Caracteriza-se por edema, eritema, vesículas, descamação, erosões ou fissuras na semimucosa de ambos os lábios, estendendo-se até a pele. Às vezes pode manifestar-se apenas por descamação persistente, quando se faz necessário o diagnóstico diferencial com queilite esfoliativa.
Ao se suspeitar de processo alérgico pela história e quadro clínico, o teste de contato deve ser realizado, principalmente utilizando-se os produtos suspeitos.
Nesses casos o uso de corticosteróides tópicos está indicado e de preferência os de alta potência por curto período de tempo. Algumas vezes, quando o processo inflamatório é intenso, pode ser feito um curso rápido de corticosteróide sistêmico.

QUEILITE ESFOLIATIVA

AA queilite esfoliativa é uma desordem inflamatória crônica superficial da área do vermelhão do lábio caracterizada por hiperceratose e descamação persistente.
Pode ser um processo autônomo ou decorrente de diversos fatores, como disfunção tireoideana, familial, ou ainda ser um eczema idiopático. No entanto, apesar da etiologia permanecer desconhecida, esta é, em geral, atribuída ao hábito repetido de morder os lábios (factícia). É predominante em meninas e mulheres jovens e a maioria tem algum tipo de distúrbio de personalidade.
Para o tratamento da queilite esfoliativa prescreve-se, em alguns casos, corticosteróides tópicos, tranqüilizantes e psicoterapia.

QUEILITE GLANDULAR

Tem sido descrito três tipos de queilite glandular: a simples, a glandular superficial (Baelz-Unna) e a glandular apostematosa profunda (Volkmann), todos acometendo com maior freqüência indivíduos do sexo masculino.
Embora a queilite glandular simples tenha sido primeiramente descrita por Puente e Acevedo como um processo inflamatório de glândulas salivares ectópicas, as evidências atuais mostram alterações inflamatórias com hiperfunção das glândulas salivares menores, de localização normal na zona de junção da mucosa com a semimucosa labial. Há hipersecreção e ectasia das glândulas salivares do lábio afetado.
Tem sido postulado que o processo inflamatório é decorrente de doença periodontal, de distúrbios emocionais, de caráter genético e decorrente da eversão do lábio inferior por diversos motivos. Entretanto, a etiologia permanece desconhecida.
A forma simples da queilite glandular caracteriza-se clinicamente por discreto aumento de volume e eversão do lábio inferior, com a presença de pequenos pontos avermelhados e deprimidos, que correspondem ao óstio das glândulas salivares. A expressão destes pontos pode provocar a saída de pequenas gotículas de saliva (sinal da gota de orvalho) e, à palpação, pode ser percebida a hipertrofia glandular.
O processo de infecção secundária da queilite glandular simples, manifesta-se pela saída de secreção purulenta pelos orifícios glandulares, que ao secarem formam crostas impetigóides. Estas, quando desprendidas, deixam áreas erosadas, em geral com cicatriz. Raramente ocorre adenopatia satélite. Este processo foi denominado queilite glandular supurada superficial.
Volkmann, em 1870, descreveu casos de queilite glandular apostematosa ou supurada profunda, quadro atualmente considerado por alguns autores como complicação da queilite glandular supurada superficial. É quase exclusivo do lábio inferior, que aumenta de volume e adquire consistência tensa em quase toda sua extensão. Há eversão labial, com os orifícios glandulares excretores dilatados, drenando secreção purulenta à compressão. Há formação de abscessos, em alguns casos, que podem fistulizar para a mucosa labial ou mesmo para a pele. Trata-se de um processo crônico, muito doloroso, sem comprometimento do estado geral. Este quadro pode estar associado à faringite, doença periodontal e língua saburrosa ou pilosa.
Há controvérsia quanto ao fato da associação de queilite glandular com carcinoma espinocelular, observado em até 30 % desses pacientes, ter uma relação causal direta ou se a eversão labial e a exposição solar seriam as responsáveis pelo desenvolvimento do processo maligno.
O tratamento das queilites glandulares consiste na erradicação de focos dentários, aplicação de antibióticos e corticosteróides locais ou sistêmicos, dependendo da gravidade do caso, podendo ser necessário até ressecção ampla da área comprometida ou limpeza cirúrgica.

QUEILITE DE CÉLULAS PLASMOCITÁRIAS

Trata-se de uma mucosite orificial de células plasmáticas que envolve a junção mucocutânea ou área do vermelhão. Considerada de caráter benigno e etiologia idiopática, equivale à balanite de Zoon. Caracteriza-se por áreas eritematosas brilhantes, geralmente no lábio inferior de pessoas idosas. Em alguns casos evolui para fissuras ou até mesmo ulcerações e pode acometer também a mucosa oral.
O tratamento consiste na aplicação de corticosteróide tópico potente ou intralesional. Tamaki et al, em 1994, relataram dois casos tratados com griseofulvina, acreditando no potencial efeito imunomodulador da droga.

QUEILITE GRANULOMATOSA

A queilite granulomatosa foi descrita por Miescher, em 1945, como uma forma monossintomática da síndrome de Melkersson-Rosenthal.
Melkersson, em 1928, descreveu quadro de paralisia facial recorrente associada a edema labial e Rosenthal, em 1930, associou língua escrotal à síndrome, defendendo um caráter familial da mesma.
Sua causa é desconhecida, porém diversas etiologias lhe têm sido atribuídas. Burton, em 1992, mencionou que alguns autores acreditam ser a queilite granulomatosa uma forma localizada de sarcoidose ou uma forma ectópica da Doença de Crohn que pode preceder os sintomas intestinais por meses ou anos. Rogers, em 1997, citou causa multifatorial proposta por outros autores, como influência alérgica, microbiana e hereditária.
Manifesta-se clinicamente por episódios de edema indolor do lábio superior ou inferior, podendo envolver também mucosa oral, outras áreas da face e até o couro cabeludo. O edema se deve à obstrução linfática ocasionada pelo infiltrado granulomatoso. Estes episódios duram horas ou dias, sendo recorrentes. De início simulam angioedema, deixando discreto edema residual e adquirindo consistência mais firme a cada episódio.
O tratamento deve ser orientado no sentido de eliminar qualquer foco dentário infeccioso, identificar e controlar processo alérgico.
A terapêutica medicamentosa inclui corticoesteróide sistêmico ou intralesional, cloroquina, dapsona, clofazimina, com resultados parciais de melhora.
A queiloplastia pode ser utilizada, mas aplicações de corticoesteróide intralesional, associado ou não à queiloplastia, apresentam melhores resultados.

segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Alterações dos lábios


Os lábios podem sofrer alterações de tamanho, de cor e de superfície. Algumas destas alterações são inócuas; por exemplo, à medida que se envelhece, os lábios podem tornar-se mais finos. Outras alterações podem indicar problemas de saúde.

Tamanho dos lábios

As reacções alérgicas podem ser consequência da sensibilidade a certos alimentos, medicamentos, cosméticos ou inclusive a partículas irritantes suspensas no ar. Uma reacção deste tipo pode causar o inchaço dos lábios. No entanto, desconhece-se a causa em 50 % dos casos.

Outros processos podem causar inflamação labial. O angiodema, uma doença hereditária, produz ataques recidivantes de inflamação labial. O mesmo acontece com determinadas doenças não hereditárias. Tal é o caso do eritema multiforme, das queimaduras pelo sol ou dos traumatismos. Alguns casos de inflamação labial grave podem requerer injecções de corticóides e outros cirurgia para reduzir o tamanho dos lábios e melhorar o seu aspecto.

Com a idade, os lábios tendem a tornar-se mais finos; no entanto, por razões estéticas, estes podem ser avolumados com injecções de colagénio ou gordura extraídos de outras partes do corpo. Apesar de tudo, a cirurgia labial envolve algum risco de distorção do bordo externo e liso do lábio.

Cor e superfície dos lábios

A origem da descamação labial pode ser atribuída aos raios solares, ao clima frio e seco ou então a uma reacção alérgica ao lápis labial, ao dentífrico, ao alimento ou à bebida. De um modo geral, os lábios voltam à normalidade quando se suprime a causa. Às vezes, o médico pode prescrever uma pomada de corticosteróides para interromper a descamação.

É comum que a exposição ao sol resseque e endureça os lábios, especialmente o inferior. Umas sardas vermelhas e uma película esbranquiçada são manifestações que aumentam a possibilidade de um cancro ulterior. Este tipo de lesão solar grave pode reduzir-se cobrindo os lábios com um bálsamo labial com protecção solar ou resguardando o rosto dos raios nocivos do Sol com um chapéu de aba larga.

As sardas e as áreas com manchas irregulares pardacentas (máculas melânicas) são comuns à volta dos lábios e podem durar vários anos, mas não são preocupantes.

No entanto, pequenas manchas negro-pardacentas espalhadas podem ser a manifestação de uma doença intestinal hereditária na qual se formam pólipos no estômago e nos intestinos (síndroma de Peutz-Jeghers). A síndroma de Kawasaki pode secar e gretar os lábios e também inflamar o revestimento da boca.

A inflamação dos lábios (queilite) pode provocar dor, irritação e inflamação nas comissuras da boca, assim como gretas e descamação. Também pode aparecer uma infecção por fungos nas comissuras. A queilite pode ser consequência da carência de vitamina B (riboflavina) na dieta, mas esta deficiência é pouco frequente nos países desenvolvidos.

Se as dentaduras postiças completas não separarem os maxilares adequadamente, podem formar-se pregas cutâneas verticais e irritações da pele nas comissuras da boca. O tratamento consiste em adaptar ou substituir as dentaduras postiças.

Uma forma de cancro da pele pode ser uma área em relevo ou uma inflamação que endureça o bordo dos lábios.

domingo, 3 de Outubro de 2010

Micoses superficiais da pele


O que são?

As micoses superficiais da pele, em alguns casos chamadas de "tineas", são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Os fungos estão em toda parte podendo ser encontrados no solo e em animais. Até mesmo na nossa pele existem fungos convivendo "pacificamente" conosco, sem causar doença.

A queratina, substância encontrada na superfície cutânea, unhas e cabelos, é o "alimento" para estes fungos. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo (alteram o equilíbrio da pele), estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença.

Manifestações clínicas
Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais, dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. Veja, abaixo, alguns dos tipos mais frequentes:

Tinea do corpo ("impingem"): forma lesões arredondadas, que coçam e se iniciam por ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas com o centro da lesão tendendo à cura.

Tinea da cabeça: mais frequente em crianças, forma áreas arredondadas com falhas nos cabelos, que se apresentam cortados rente ao couro cabeludo nestes locais (tonsurados). É muito contagiosa.
Tinea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés que sobe pelas laterais para a pele mais fina.

Tinea interdigital ("frieira"): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés. Bastante frequente nos pés, devido ao uso constante de calçados fechados que retém a umidade, também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão. Veja mais.

Tinea inguinal ("micose da virilha, jererê"): forma áreas avermelhadas e descamativas com bordas bem limitadas, que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de muita coceira. Veja mais.

Micose das unhas (onicomicose): apresenta-se de várias formas: descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia ("unheiro"). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada. Veja mais.

Intertrigo candidiásico: provocado pela levedura Candida albicans, forma área avermelhada, úmida que se expande por pontos satélites ao redor da região mais afetada e, geralmente, provoca muita coceira. Veja mais.

Pitiríase versicolor ("micose de praia, pano branco"): forma manchas claras recobertas por fina descamação, facilmente demonstrável pelo esticamento da pele. Atinge principalmente áreas de maior produção de oleosidade como o tronco, a face, pescoço e couro cabeludo. Veja mais.

Tinea negra: manifesta-se pela formação de manchas escuras na palma das mãos ou plantas dos pés. É assintomática.

Piedra preta: esta micose forma nódulos ou placas de cor escura grudados aos cabelos. É assintomática.

Piedra branca: manifesta-se por concreções de cor branca ou clara aderidas aos pêlos. Atinge principalmente os pêlos pubianos, genitais e axilares e as lesões podem ser removidas com facilidade puxando-as em direção à ponta dos fios.

Como evitar as micoses ? Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses. Previna-se seguindo as dicas abaixo:

Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras de pele como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés.

Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo.

Evite o contato prolongado com água e sabão.

Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, toalhas, bonés) de outras pessoas.

Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas).

Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure o veterinário.

Evite mexer com a terra sem usar luvas.

Use somente o seu material de manicure.

Evite usar calçados fechados o máximo possível. Opte pelos mais largos e ventilados.

Evite roupas quentes e justas. Evite os tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo. Prefira sempre tecidos leves como o algodão.

Tratamento

O tratamento vai depender do tipo de micose e deve ser determinado por um médico dermatologista. Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da sua micose, dificultando o tratamento.

Podem ser usadas medicações locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro. O tratamento das micoses é sempre prolongado, variando de cerca de 30 a 60 dias. Não o interrompa assim que terminarem os sintomas, pois o fungo nas camadas mais profundas pode resistir. Continue o uso da medicação pelo tempo indicado pelo seu médico.

As micoses das unhas são as de mais difícil tratamento e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses. A persistência é fundamental para se obter sucesso nestes casos.