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terça-feira, 31 de Agosto de 2010

Acne



Quando falamos em acne, imediatamente lembramos da adolescência. E se não foi você que teve esta desagradável erupção cutânea, pelo menos boa parte da sua turma teve algum episódio desse problema. Isso acontece porque é uma doença de pele bem comum, que invade rosto, ombros, costas, peito e atinge seu ápice na puberdade. Mas não pense que os adultos estão livres, não: a acne atinge pessoas de qualquer idade, muitas vezes por culpa da hereditariedade e, claro, dos nossos imprevisíveis hormônios.

Mas, o que é exatamente a acne? Trata-se de um conjunto de lesões na pele, causado pela presença de espinhas, nódulos, caroços, cicatrizes e comedões (aqueles pontinhos brancos ou pretos – os cravos). Eles aparecem por causa de disfunções nas glândulas sebáceas – localizadas em uma camada da pele – a derme –, que começam a produzir muito mais sebo do que deveriam. Isso começa a acontecer a partir da puberdade, com o aumento da produção dos hormônios sexuais masculinos (andrógenos) e femininos (estrógenos). Sendo estimulada por esses hormônios, principalmente os masculinos, as glândulas sebáceas passam a produzir sebo em série ilimitada, deixando a pele muito oleosa.

A maioria desses problemas ocorre porque a quantidade de sebo vai se acumulando no canal da glândula, obstruindo as portas de saída. Se isso se torna frequente, a excessiva quantidade de sebo atrai bactérias, que encontram ali um local propício para proliferar-se e reproduzir-se. Essas bactérias acabam produzindo substâncias que vão acabar inflamando a pele. As chances de isso acontecer são bem maiores nos locais onde há alto número de glândulas sebáceas, como o rosto, as costas e o peito. Apesar de todos nós termos grandes quantidades de glândulas sebáceas, a incidência da doença é determinada pelo tamanho delas e da capacidade que elas têm de produzir sebo. E isso, normalmente, é determinado pela genética. Portanto a acne pode ser uma doença hereditária. Se seus pais apresentavam o problema, é bem provável que você também vá passar por ele.

Na adolescência, que é a fase mais comum da acne, isso pode virar um tremendo pesadelo, já que a garotada valoriza muito uma boa aparência para poder se encaixar em algum grupo. Com a "cara" cheia de acne, por mais que isso seja comum nessa fase da vida, o adolescente acaba retraindo-se por medo de ser motivo de gozações.

Acne tardia

Porém, o fim da puberdade não é sinônimo de que a era da acne acabou. Em torno de 30% da população adulta feminina, principalmente a partir dos 25 anos sofre com a doença, que se manifesta em regiões como rosto, queixo e pescoço, em forma de espinhas dolorosas. Para elas que sofrem com este tipo de acne, vale salientar que há uma piora bastante significativa no período da TPM; outra é que não há melhora com tratamentos convencionais e há necessidade do uso de medicamentos com ação mais específica sobre os hormônios. Não existe uma explicação definitiva para a acne tardia, mas há hipóteses de que esteja relacionada ao estresse, ao uso de cosméticos muito gordurosos e, claro, às alterações hormonais. Algumas mulheres não apresentam predisposição, mas na idade adulta acabam apresentando alguma doença hormonal, como um tumor no ovário ou ovários policísticos, por exemplo. Isso faz com que aumentem os hormônios masculinos, causando o aparecimento de cravos e espinhas. O tratamento, nesse caso, pode ser feito com pílulas anticoncepcionais com progesterona, com ação antiandrogênica, ou seja: contra os hormônios masculinos.

Cuidados

A melhor maneira de tratar a acne são os tratamentos dermatológicos. O diagnóstico é clínico e o tratamento é feito de acordo com o grau, a intensidade e o comprometimento da pele pela acne. Só depois disso é que vai ser decidido qual será o método utilizado: antibióticos, medicamentos à base de vitamina A ácida ou somente esfoliantes e secativos. As receitas caseiras não são nem um pouco recomendadas. Dependendo da substância utilizada, pode até haver piora do quadro.

Claro que, na guerra contra a acne, algumas coisas podem ser feitas em casa mesmo. A limpeza da pele, por exemplo. Lavar diariamente a região afetada com sabonete neutro ou específico para peles oleosas, por exemplo, já é um grande passo. Quanto mais limpa a pele, menor a possibilidade de agravamento da acne. Outro detalhe que deve ser bem observado é a composição dos cosméticos. É bom dar preferência aos não gordurosos e, se possível, adotar aqueles que vêm em forma de gel. Assim, os poros não entopem e a sujeira não se acumula, fazendo as bactérias perderem a chance de se instalar na pele.

E, ao contrário do que muita gente pensa, a alimentação não parece ter relação direta com a acne. Nem mesmo o chocolate, que vinha sendo apontado há décadas como o grande vilão da história, pode ser considerado culpado. Não existem alimentos que comprovadamente piorem a acne. E também não é preciso restringir alimentos, porém é sempre bom manter uma dieta equilibrada. Ou seja: uma vida saudável também pode contribuir – e muito – para o fim dessa grande inimiga.

segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

Ceratose seborréica


O que é?

A ceratose seborréica é um tumor benigno da pele. Aparece principalmente a partir da meia idade sendo bastante frequente em pessoas idosas. A formação das lesões deve-se a uma tendência genética.

Manifestações clínicas

As lesões aparecem principalmente na face e no tronco. São arredondadas ou ovalares, de coloração marrom ou negra. Inicialmente planas, tornam-se elevadas e podem adquirir grande dimensão. Sua superfície é irregular e sua consistência é mole e friável (alguns pedaços da lesão soltam-se com facilidade), de aspecto verrucoso. O número de lesões pode variar de poucas a centenas.

Tratamento

O tratamento não é obrigatório pois as ceratoses seborréicas são lesões benignas, mas pode ser feito através da destruição pela cauterização química, eletrocoagulação ou criocirurgia com nitrogênio líquido, devendo ser realizado por um médico dermatologista.

sábado, 28 de Agosto de 2010

Cistos ("cistos sebáceos")


O que é?

Conhecidos popularmente por "cistos sebáceos", os cistos encontrados com maior frequência são os epidérmicos e os triquilemais. O conteúdo de ambos não é sebo e sim queratina, a substância que forma a camada mais superficial da pele.
Os cistos epidérmicos são os mais frequentes e resultam da proliferação de células da epiderme dentro da derme, o que pode ser devido a uma tendência genética. O milium é um micro cisto epidérmico, de localização mais superficial.
Os cistos triquilemais ou cistos pilares são menos frequentes e se originam do folículo piloso, ocorrendo principalmente no couro cabeludo. Antigamente eram chamados de cistos sebáceos.

Manifestações clínicas

As lesões são esféricas, geralmente móveis, indolores, de consistência elástica ou endurecida. Podem variar de pequenos cistos (menores de 1cm) até lesões com vários centímetros de tamanho. A cabeça, pescoço e tronco são as regiões mais afetadas. Pode haver um ponto central, escuro, da abertura de um folículo piloso.
Os cistos são assintomáticos mas, se localizados sobre extremidades ósseas do tronco ou no couro cabeludo, podem causar incômodo ao deitar ou se encostar.
Em caso de inflamação secundária por ruptura da cápsula e/ou infecção, o cisto torna-se avermelhado, quente e doloroso.
Milium: são pequeninas lesões amareladas ou esbranquiçadas, superficiais, localizadas frequentemente na face e, principalmente, ao redor dos olhos. Em alguns casos o milium pode atingir tamanhos maiores, como na foto abaixo. Pode surgir também em cicatrizes ou após a dermoabrasão (procedimento no qual é feito um lixamento da pele).

Tratamento

O tratamento dos cistos é cirúrgico. Dependendo do tamanho, tipo e localização da lesão, o procedimento poder ser apenas a incisão, drenagem do conteúdo do cisto e destruição da cápsula com cáusticos.
O mais recomendado é a retirada completa do cisto incluindo a sua cápsula (excisão e sutura). A permanência da cápsula, ou de um fragmento desta, pode ser responsável pelo retorno da lesão.
Deve-se evitar espremer os cistos, pois isso pode provocar a ruptura de sua cápsula e eliminação de seu conteúdo dentro da pele, o que causa inflamação intensa no local. Cistos inflamados devem ser tratados com anti-inflamatórios e antibióticos, de acordo com cada caso.
O milium pode ser destruído com a aplicação de determinados ácidos pelo dermatologista ou através de uma micro incisão para a retirada do seu conteúdo.

sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

Condiloma acuminado ou verruga genital ("crista de galo")


O que é?

É um tipo de verruga que ocorre nas mucosas da região genital ou anal, provocada pelo papilomavírus humano (HPV). São auto-inoculáveis, podendo se disseminar através do contato das lesões com áreas não atingidas, e transmitidas pelo contato direto com pessoas contaminadas.

Afeta principalmente as pessoas adultas, sendo o ato sexual a forma mais comum de contágio. Quando acomete crianças, deve-se levar em consideração a hipótese de abuso sexual.

Manifestações clínicas

O condiloma acuminado é caracterizado por lesões vegetantes (com aspecto de "couve-flor"), róseas ou esbranquiçadas, úmidas e mais macias que as verrugas comuns.
O tamanho pode variar desde pequenos pontos, algumas vezes imperceptíveis, isolados ou agrupados, até a lesões de grandes dimensões, podendo chegar ao condiloma gigante de Buschke-Lowenstein, decorrente do crescimento exagerado das lesões, que forma massa tumoral de grande tamanho e pode evoluir para um carcinoma verrucoso (câncer) no pênis.

Nas mulheres, as lesões provocadas por alguns tipos de HPV podem favorecer o surgimento do câncer de colo do útero.

Quando os condilomas ocorrem fora das mucosas, na pele do genitais ou regiões perigenitais e perianais, formam lesões elevadas, da cor da pele ou mais escuras, semelhantes às verrugas virais que acometem a pele de outras áreas do corpo.

Tratamento

O tratamento das verrugas genitais consiste na sua destruição, que pode ser feita através de procedimentos cirúrgicos, pela cauterização química das lesões (uso de substâncias cáusticas) ou pela criocirurgia (destruição das lesões pelo nitrogênio líquido).

Substâncias de uso tópico, como a podofilotoxina e o imiquimod (imunomodulador de uso tópico), também demonstraram eficácia no tratamento. Quando as lesões ocorrem em grande número, pode ser necessária a estimulação imunológica do paciente para que o seu próprio organismo ajude a combater as lesões.

quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

Dermatose papulosa nigra



O que é?

Trata-se de doença benigna que representa uma forma clínica específica da ceratose seborréica. Pode atingir qualquer pessoa, sendo mais frequente a sua ocorrência em negros e mulatos, e no sexo feminino.

O surgimento das lesões pode se iniciar ainda na juventude mas é mais comum o aparecimento das primeiras lesões na idade adulta.

Manifestações clínicas

As lesões são pequeninas, elevadas, de cor marrom escuro ou pretas, atingindo principalmente a face e o pescoço. São assintomáticas e começam formando pequeninos pontos, do tamanho de uma cabeça de alfinete que crescem progressivamente até cerca de 2 a 5 milímetros de diâmetro. Podem se unir, formando placas maiores.

Novas lesões vão se formando ao longo da vida e, em alguns casos, atingem um grande número, o que provoca considerável prejuízo estético, devido ao aspecto resultante de pele manchada.

Tratamento

O tratamento da dermatose papulosa é simples e traz bons resultados estéticos, quando adequadamente indicado e realizado. Consiste na destruição das lesões, que pode ser obtida através da cauterização química (fotos abaixo), criocirurgia com nitrogênio líquido ou eletrocoagulação.

quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Angioqueratoma da bolsa escrotal


O que é?

Doença de causa desconhecida que forma pequenas dilatações vasculares na bolsa escrotal, pênis e vulva, sendo a ocorrência mais frequente nos homens.

Algumas possíveis causas citadas na literatura, como aumento da pressão venosa e varicocele, necessitam de maiores estudos que comprovem esta relação.

Manifestações clínicas

A bolsa escrotal é o local mais acometido pela doença, que também pode afetar o corpo do pênis, os grandes lábios e, mais raramente, a parte interna das coxas e o baixo-ventre.

A doença forma pequenas lesões arredondadas e elevadas, variando de 1 a 5mm de tamanho, de cor vermelho escura, arroxeada ou preta, que podem possuir descamação na superfície, principalmente em pacientes com mais idade.

A quantidade de lesões varia de uma a inúmeras, que são assintomáticas. É comum o paciente só perceber a presença do angioqueratoma após a ocorrência de um sangramento, que pode acontecer ocasionalmente, de forma espontânea ou devido a pequenos traumas, como o ato de se enxugar.

Tratamento

Usualmente, os angioqueratomas não necessitam de tratamento. Caso venha a ser realizado, seja para evitar a ocorrência de sangramentos ou por motivos estéticos, pode ser feito através de procedimentos locais que visam a destruição das lesões, como: eletrocoagulação, criocirurgia, excisão ou tratamento com laser.

No caso de sangramento, a compressão do local durante alguns minutos costuma ser suficiente para a sua interrupção. Caso contrário, a eletrocoagulação pode ser utilizada.

terça-feira, 24 de Agosto de 2010

Hemangiomas


O que são?

Hemangiomas ou angiomas são proliferações de vasos sanguíneos que aparecem na pele como manchas ou tumorações, usualmente avermelhadas ou arroxeadas. Os tipos mais comuns de hemangiomas são o infantil, o angioma rubi, o granuloma piogênico e a mancha vinho do porto.

Embora, em geral, os hemangiomas representem um problema unicamente estético, sangramento e compressão de estruturas podem representar um problema mais sério. É rara a transformação maligna de um hemangioma.

Manifestações clínicas

Os hemangiomas mais frequentes são os seguintes:

hemangioma infantil: podem estar presentes ao nascimento ou surgirem até o primeiro ano de vida. São mais comuns na face e no couro cabeludo, mas podem surgir em qualquer região do corpo, inclusive órgãos internos. Apesar de costumarem crescer de forma rápida, tendem a desaparecer espontaneamente antes da puberdade. Devido a esta característica, a conduta mais comum da maioria dos dermatologistas é o simples acompanhamento destas lesões. Alguns medicamentos podem estancar o crescimento e até fazer regredir estas lesões, tais como os corticóides sistêmicos e o imiquimod tópico. Entretanto, deve ser bem analisado se os riscos e efeitos colaterais destas drogas compensam seus possíveis benefícios.


angioma rubi: pequenas "bolinhas" vermelhas semelhantes a pedras de rubi que surgem principalmente no tronco de indivíduos de ascendência ibérica ao longo da idade adulta. Costumam aumentar em número e tamanho ao longo dos anos.



granuloma piogênico: tumores de cor vermelho vivo que sangram com facilidade e crescem rapidamente. Muitas vezes dolorosos, surgem principalmente nos cantos das unhas dos dedões em decorrência de unhas encravadas e uso de sapatos apertados. Saiba mais...


mancha vinho do porto: como o nome diz, são manchas cores de vinho do porto ou salmão, localizadas com maior frequência na face. Apesar de não representarem um problema além da estética, se o paciente decidir que deseja removê-la, o laser costuma ser a melhor opção.


Tratamento

O tratamento de lesões pequenas é fácil, podendo ser utilizada a eletrocoagulação ou a excisão e sutura das lesões. Outro procedimento utilizado para o tratamento dos hemangiomas é a criocirurgia. É importante que o médico que esteja realizando o procedimento esteja atento ao sangramento e tenha a mão os equipamentos necessários para a contenção deste.

Hemangiomas maiores podem precisar de retalhos ou enxertos para sua correção. O uso de lasers é uma boa opção para lesões de difícil manejo, devendo-se sempre observar o custo, o número de sessões e a adequada aparelhagem.

quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

A miliária

O que é?

A miliária se apresenta como uma erupção cutânea relacionada com as glândulas sudoríparas (que produzem o suor). Afeta principalmente as crianças, mas também pode atingir os adultos.

O quadro está relacionado com o aumento do calor e da produção do suor que, extravasando dentro da pele, antes de atingir a superfície, provoca um processo inflamatório.

Manifestações clínicas

A localização mais comum é o tronco e a região cervical. As lesões geralmente são acompanhadas por coceira. Formam-se "bolinhas avermelhadas" ou vesículas (pequeninas bolhas) sobre pele avermelhada, podendo, em alguns casos, formar lesões mais exuberantes (foto abaixo).

Devido à coceira, a pele pode apresentar sinais de escoriação e pequeninas crostas sobre as lesões, devido à ruptura das bolhas pela coçadura.

É comum a ocorrência de infecção secundária à doença, com o surgimento de pústulas (bolhas de pus) ou nódulos dolorosos.

Tratamento

Para evitar a miliária deve-se usar roupas frescas, tomar banhos frios e se proteger do calor, evitando o excesso de suor. O ar condicionado é um grande aliado no combate à doença.

Deve-se evitar o excesso de roupas nas crianças pequenas, principalmente nos recém-nascidos, hábito comum entre mães com preocupação excessiva em agasalhar seus filhos.

A miliária e as infecções secundárias que podem acompanhar a doença têm tratamento, que será determinado pelo médico dermatologista, de acordo com cada caso.

terça-feira, 17 de Agosto de 2010

Escarlatina

A escarlatina é uma doença infecciosa causada pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes), que atinge principalmente as crianças, em sua maioria meninos, não sendo, no entanto uma doença perigosa atualmente, pois a bactéria é sensível à penicilina, entre outros antibióticos. A escarlatina é quase sempre uma complicação da amigdalite/faringite estreptocócica, aparecendo cerca de 2 dias após o início dos sintomas desta.

As pessoas infectadas pela bactéria, têm febre e dores na garganta (odinofagia), o que dificulta a ingestão de alimentos. A pele sofre alterações visíveis, como descamação e vermelhidão.

Caracteriza-se por eritemas (vermelhidão cutânea) - que se espalham a partir do peito, deixando as palmas das mãos e pés, e a região em redor da boca inalteradas. A língua inicialmente é amarela devido à inflamação, mas depois descama e torna-se vermelho-viva, com aparência de um morango.Em alguns casos a língua fica com bolhas pequenas.

A sua transmissão acontece através da saliva, por via nasal, tosse, espirros e respiração ou ainda através do contacto com vestuário e objectos contaminados.

O tratamento é através da administração de antibióticos, constituindo a penicilina, ainda hoje, o fármaco de primeira linha, dada a ausência de resistência documentada

Não sendo devidamente tratada, poderão ocorrer hemorragias no estômago, baço e intestino. Além da possibilidade de ocorrer convulsões, inflamação nos rins, infecção nos tímpanos, dores fortes nas articulações e problemas cardiovasculares.

segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

Como evitar as escaras

As escaras, também chamadas "úlceras de decúbito" ou "úlceras de pressão", formam-se com o peso do corpo em determinadas zonas da pele, devido à compressão das partes moles que ficam entre o osso e uma superfície externa dura. É por isso que o acamado deve mudar de posição de duas em duas horas ou de quatro em quatro horas.


Promover esta mobilidade requer destreza por parte de quem cuida. Há, no entanto, algumas técnicas que facilitam como colocar o lençol atravessado na cama ao puxá-lo, o corpo do doente move-se com facilidade. Casos há em que é absolutamente necessário recorrer ao uso de camas articuladas: a opinião do médico pode ser determinante. As regiões mais propensas ao desenvolvimento das escaras são os calcanhares; tornozelos; nádegas; cotovelos e ombros. Como as escaras são favorecidas pela imobilidade, quanto mais tempo for mantida a mesma posição maior é a probabilidade de aparecerem.


Deve-se estar atento aos mais pequenos indícios de uma escara, através da observação diária e regular da pele. Os primeiros sinais podem ser apenas um ponto vermelho na pele ou uma pequena bolha (flictena). No caso do aparecimento de uma bolha, deve evitar-se a todo o custo que ela rebente, pois dará lugar à escara. A bolha deve ser seca e protegida com um penso adequado.


As feridas profundas devem ser tratadas por pessoal de enfermagem especializado, com maior urgência. Fale com o seu farmacêutico sobre os produtos adicionais a estas medidas, como é o caso das protecções especiais para lençóis e almofadas (entre outros materiais anti-escaras).

sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

Clonagem de células pode eliminar câncer da pele


Um estudo realizado num Centro de Pesquisas do Câncer nos Estados Unidos causou alvoroço na comunidade científica. Foram usadas células do próprio paciente para deixá-lo livre de um melanoma de estágio 4 - a forma mais avançada deste tumor da pele, quando o doente conta com apenas entre 9% a 15% de sobrevida.

O câncer do americano de 52 anos já tinha se espalhado para nódulos linfáticos da virilha e tomado um dos pulmões. O chefe da equipe, Cassian Yee, reconheceu que o tratamento foi capaz de eliminar o tumor e obter uma resposta completa, sem radioterapia ou quimioterapia, mas admite a possibilidade do câncer reaparecer no futuro.

Desde 2005, o paciente não apresenta qualquer traço da doença, que mata cerca de 60 mil pessoas por ano em todo o mundo.

Cientistas usaram células que tem o tumor como alvo de ataque

Os cientistas conseguiram isolar as raras células CD4+T do sangue que reconheciam a lesão cancerígena como alvo e estimularam o seu crescimento. Usando técnicas de clonagem, aumentaram o seu número para cerca de 5 bilhões de células que foram introduzidas no paciente por meio de transfusão de sangue.
Os linfócitos CD4+T atacam o tumor diretamente ou podem recrutar outras células do sistema imunológico para fazer este trabalho.

Yee fez questão de lembrar que os linfócitos não foram modificados em sua estrutura genética e sim estimulados a crescer em grande número e acrescentou que foi dado um pequeno passo na demostração de que o sistema imune pode ser eficiente no combate ao melanoma.

Vantagens

A pesquisa teve dois pontos interessantes: as células sozinhas foram eficazes na sua função de defesa e não produziram danos colaterais.

Yee observou que antes de chamar o tratamento de revolucionário é preciso testá-lo em outros pacientes e diz que o uso das células CD4+T para tratar o melanoma já é feito há mais de 30 anos. A diferença é que desta vez foi empregado um clone de um único linfócito retirado do sangue, em vez de uma mistura de linfócitos retirada do tumor.

Caso o método se mostre bem sucedido em outros doentes, a expectativa é de que ele seja usado em 25% de todos os portadores de melanoma em estágio avançado.

quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

Papiloma Humano


O vírus do Papiloma Humano (HPV) pode infectar a pele e algumas mucosas dando origem a verrugas que têm expressão clínica particular, dependendo do serótipo do vírus e da localização da infecção.

As formas mais frequentes são as verrugas vulgares, vulgarmente designados “cravos” , que surgem mais frequentemente nas mãos. Podem ser únicas ou múltiplas, são assintomáticas, excepto se em redor das unhas ou nas articulações pois podem ferir, sangrar e doer. São lesões elevadas de poucos milímetros de diâmetro rosadas de superfície rugosa, por vezes com pontos negros no seu interior. Na face estas verrugas podem manifestar-se como pequenos prolongamentos filiformes ásperos, que no homem, na área da barba, são múltiplos disseminados pelo acto de barbear – verrugas filiformes. Na face há também verrugas planas, pequenas borbulhas de poucos milímetros, redondas ou poligonais, de cor castanha clara ou róseas, que por vezes se dispõem em fila pois no acto de coçar a unha arrasta os vírus e deposita-os ao longo da linha de arranhamento.

As verrugas dolorosas são as verrugas plantares que se localizam na planta do pé. Devido ao peso do corpo não são salientes mas crescem para o interior e provocam dor ao apoiar o peso do corpo sobre elas. Confundem-se muitas vezes com calosidades. Como, de momento não há nenhum medicamento que “mate” o HPV, as verrugas são destruídas por aplicação de cáustico (pomadas e líquidos) sobre a lesão. Existem ainda várias técnicas ao alcance do Dermatolgista para resolução destas infecções HPV (crioterapia, electrocuagulação, Laser, etc), não estando habitualmente indicada a cirurgia clássica.

O HPV pode também provocar verrugas na pele e mucosas da área genital, os condilomas. Estes representam a infecção genital mais frequentemente observada em consulta de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Na pele da vulva, do pénis ou em redor do ânus, formam pequenas vegetações róseas assintomáticas, “amoras”,”cristas de galo” ou, quando de maiores dimensões e confluentes, o aspecto de “couve-flor”. Após a transmissão, o vírus pode ficar nas camadas superficiais da pele sem se multiplicar, não origina lesões visíveis e na maioria das vezes a infecção é transitória, isto é, cura por si. Mas calcula-se que 10-20% da população sexualmente activa possa ser portadora e transmitir o HPV.

A grande maioria destes condilomas é provocada por serótipos do HPV ditos de “baixo grau”, ou seja, com baixa capacidade indutora de cancro da região anogenital. No entanto, dada a possível coexistência de vários serótipos na mesma lesão, a presença de HPV de “alto risco” não é de excluir, sobretudo em doentes com compromisso das defesas do organismo, como na infecção HIV e em transplantados de órgãos.

O diagnóstico desta infecção tem particular importância na mulher e em homens que têm sexo com homens, dada a possibilidade de associação a doença maligna do colo do útero e ânus. Para o diagnóstico da infecção nestas localizações é importante a realização de um exame, vulgarmente designado por “Papanicolau” ou citologia, que poderá ser feito em consulta de Planeamento Familiar, Ginecologia e/ou consulta de IST em Dermatologia.

A infecção HPV anogenital está muitas vezes associada a alguma morbilidade física e emocional. Sintomas como dor, prurido, sangramento e dor quando das relações sexuais, podem estar presentes, assim como, sentimentos de angustia, culpa e grande ansiedade. Tal como nas outras verrugas, o tratamento dirige-se apenas à destruição dos condilomas. A observação dos parceiros sexuais é importante pois permite diagnosticar e tratar as lesões de condiloma quando visíveis, assim como, avaliar outra/outras infecções sexualmente transmissíveis que possam estar presentes.

A prevenção da infecção é importante e deverá compreender: a limitação do número de parceiros, a utilização de preservativo, (embora nesta infecção a protecção possa ser limitada) e a administração quando recomendada, da vacina para o HPV. Actualmente existem duas vacinas profilácticas para a infecção HPV anogenital, mas apenas uma se encontra incluída no programa de vacinação das adolescentes de sexo feminino, desde 2008. Trata-se de uma vacina que mostrou ser eficaz contra os 4 serotipos de HPV responsáveis pela patologia anogenital mais comum e pelo cancro do colo do útero.

terça-feira, 10 de Agosto de 2010

A Caspa


O que é a caspa?

Identificada por pequenas partículas brancas, visíveis através do cabelo ou caídas sobre a roupa, a caspa resulta de uma aceleração anormal do processo de renovação das células do couro cabeludo, motivada por um fungo, Malassezia, produzido no organismo humano e que existe naturalmente na pele de todos nós.
As células que, num processo normal, têm 28 dias de maturação, desenvolvem-se até à camada exterior num curto período que pode ir até 7 dias. Por não completarem o seu processo normal de maturação, e sem tempo suficiente para secar, as células agrupam-se e desprendem-se em finas películas visíveis – a Caspa.
A caspa é um problema muito habitual, que afecta igualmente homens e mulheres e surge com a puberdade, entre os 16-17 anos. É muito raro ver casos de caspa em crianças, assim como em pessoas com idade superior a 65 anos. De acordo com estudos levados a cabo por Head & Shoulders, cerca de 75% da população portuguesa adulta afirma já ter sofrido de caspa em alguma fase da sua vida.
A caspa não é uma doença nem é contagiosa, é apenas um problema cosmético que influi negativamente no aspecto estético de uma pessoa, mas que pode ser facilmente solucionado com um champô anti-caspa adequado.
É importante certificarmo-nos de que se trata efectivamente de caspa e não de qualquer outro problema dermatológico relacionado com o couro cabeludo. Se o couro cabeludo se apresentar vermelho, inflamado, com humidade ou feridas, trata-se certamente de um problema mais grave e deverá ser consultado o dermatologista.

Quais são as causas da caspa?

A presença de um levado número de colónias de Malassezia, em conjunto com um excesso de secreção sebácea, constituem a condição primordial para o aparecimento da caspa. Entre os factores que desencadeiam o processo contam-se a pré-disposição genética, stress, factores hormonais, dietéticos ou do meio ambiente.
Embora não exista uma explicação científica, a experiência parece demonstrar que a caspa e algumas outras afecções do couro cabeludo, como a dermatose seborreica, dão-se com maior frequência em determinadas estações do ano, especialmente as secas, não existindo no entanto qualquer relação com o país no qual se vive.

Mitos sobre a caspa “a caspa é contagiosa”

É falso. A caspa não se contagia através da utilização de pentes ou escovas.

domingo, 8 de Agosto de 2010

Líquen plano


Líquen plano (Lichen planus) é uma doença que afeta mucosa e pele e apresenta natureza inflamatória crônica, incidindo em cerca de 2% da população e acometendo de maneira mais usual mulheres acima dos 40 anos de idade.
As lesões orais são mais frequentes que as cutâneas e mais resistentes ao tratamento e, em geral, associam-se ao estresse. O aspecto bucal é variado, podendo as lesões estarem dispostas de modo linear, anular ou reticular, fazendo com que se assumam diferentes formas clínicas: forma erosiva, forma reticular, forma atrófica, forma bolhosa, forma de placa e forma papular.
A Organização Mundial de Saúde classifica o líquen plano como lesão pré-malígna, porém existe controvérsias entre diversos autores.
Histologicamente, observa-se superfície epitelial ortoqueratinizada ou paraqueretinizada, degeneração ou liquefação da camada basal do epitélio, papilas epiteliais em forma de serrilhado, infiltrado linfocitário e macrofágico em banda subepitelial.

sábado, 7 de Agosto de 2010

Carcinoma espinocelular


O que é?

O carcinoma espinocelular (espinalioma ou epitelioma espinocelular) é um tumor maligno da pele, representando cerca de 20 a 25% dos cânceres da pele. Pode surgir em áreas de pele sadia ou previamente comprometidas por algum outro processo como cicatrizes de queimaduras antigas, feridas crônicas ou lesões decorrentes do efeito acumulativo da radiação solar sobre a pele, como as ceratoses solares.

O espinalioma tem o crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular, atinge a pele e as mucosas (lábios, mucosa bucal e genital) e pode enviar metástases para outros órgãos se não for tratado precocemente. A proteção solar é a melhor forma de prevenir o seu surgimento pois sua localização mais frequente são as áreas de pele expostas continuamente ao sol.

Manifestações clínicas

As lesões atingem principalmente a face e a parte externa dos membros superiores. Iniciam-se pequenas, endurecidas e tem crescimento rápido, podendo chegar a alguns centímetros em poucos meses. Crescem infiltrando-se nos tecidos subjacentes e também para cima, formando lesões elevadas ou vegetantes (aspecto de couve-flor). É frequente haver ulceração (formação de feridas) com sangramento.

O carcinoma espinocelular pode produzir metástases, quando células do tumor se deslocam para outros locais. É, portanto, fundamental o diagnóstico e tratamento precoce do câncer para evitar o comprometimento de outros órgãos, o que piora as chances de cura.

Além da proteção solar, o tratamento das lesões que podem originar a doença são medidas para preveni-la. No caso de lesões suspeitas, procure um dermatologista para uma avaliação e diagnóstico precoce.

Tratamento

O tratamento do carcinoma espinocelular é cirúrgico, através da retirada total da lesão e deve ser realizado o mais precocemente possível para se evitar a ocorrência de metástases.

sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

Carcinoma basocelular


O que é?

O carcinoma basocelular (basalioma ou epitelioma basocelular) é um tumor maligno da pele. É o câncer da pele mais frequente, representando cerca de 70% de todos os tipos. Sua ocorrência é mais comum após os 40 anos de idade, nas pessoas de pele clara e seu surgimento tem relação direta com a exposição acumulativa da pele à radiação solar durante a vida. A proteção solar é a melhor forma de prevenir o seu surgimento.

Por ser um tumor de crescimento muito lento e que não dá metástases (não envia células para outros órgãos), é o de melhor prognóstico entre os cânceres da pele. No entanto, pode apresentar característica invasiva e, com o seu crescimento, destruir os tecidos que o rodeiam atingindo até a cartilagem e os ossos.

Manifestações clínicas

A grande maioria das lesões aparece na face. O basalioma pode se manifestar de diversas formas mas em sua apresentação mais típica inicia-se como pequena lesão consistente, de cor rósea ou translúcida e aspecto "perolado", liso e brilhante, com finos vasos sanguíneos na superfície e que cresce progressiva e lentamente.

Na sua evolução pode ulcerar (formar ferida) ou sangrar devido a pequenos traumatismos (como o roçar da toalha de banho), podendo, com isso, apresentar uma crosta escura (sangue coagulado) na sua superfície.

Algumas lesões podem ser pigmentadas, com as mesmas características descritas acima porém de coloração escura (basocelular pigmentado), outras crescem em extensão atingindo vários centímetros sem contudo aprofundar-se nos tecidos abaixo dela (basocelular plano-cicatricial). A forma mais agressiva acontece quando o tumor invade os tecidos em profundidade (basocelular terebrante), com grande potencial destrutivo principalmente se atingir o nariz ou os olhos.

Existem outras formas de apresentação do carcinoma basocelular e o diagnóstico deve ser feito por um profissional capacitado. Se você apresenta uma lesão de crescimento progressivo, que forma crostas na sua superfície ou sangra facilmente, procure um médico dermatologista para fazer uma avaliação.

Tratamento

O tratamento do carcinoma basocelular é na maioria das vezes cirúrgico, objetivando a retirada completa da lesão com margem de segurança. O tumor também pode ser tratado pela criocirurgia com nitrogênio líquido. Alguns tipos superficiais podem ser tratados pela terapia fotodinâmica ou imiquimod.

Por ser um tumor que não envia metástases, o tratamento precoce leva à cura na maioria das vezes, daí a importância de se procurar um dermatologista em caso de uma lesão suspeita.

quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

Cisto pilonidal (cisto dermóide)


O que é?

Cisto pilonidal é o nome específico que se dá para o mais comum dos cistos dermóides, quando ele se localiza na região sacral (abaixo da região lombar, onde se inicia o sulco entre as nádegas). Cistos dermóides podem estar presentes também em outras áreas, além da região sacral, tais como o pescoço, regiões em torno das orelhas, nariz e olhos, mas não recebem o nome de cisto pilonidal.

Apesar do nome nos fazer crer se tratar de um cisto, na verdade ele não é um cisto verdadeiro e sim um resquício embrionário de pele. Durante o desenvolvimento do embrião, na barriga da mãe, formam-se "dobras" de pele que são normalmente eliminadas. Algumas destas "dobras" podem permanecer ocultas no interior da pele. São denominadas fendas embrionárias e, quando são grandes o suficiente para inflamarem ou serem notadas a olho nu, recebem o nome de cisto dermóide.

Normalmente o cisto pilonidal contém em seu interior pêlos e glândulas sebáceas e sudoríparas. Provavelmente é a presença destas glândulas sudoríparas que faz com que a lesão piore com o calor. Isto porque com o aumento da temperatura no local elas produzem suor, que fica acumulado dentro da pele, podendo inflamar e até infeccionar.

Manifestações clínicas

Normalmente os primeiros sintomas surgem na adolescência ou no início da idade adulta. A doença se inicia como uma inflamação na região sacral. Surge desconforto na região, principalmente quando permanecemos muito tempo sentados. Com a evolução, percebe-se uma lesão nodular, que geralmente varia de 1 a 5 cm, de consistência amolecida e que pode ter sinais inflamatórios, como dor, calor e vermelhidão.

O calor, calças apertadas e o atrito nesta região são importantes causas para o surgimento da inflamação, tanto que na segunda guerra mundial o cisto pilonidal era chamado de doença do Jeep, porque os soldados que permaneciam por horas e horas sentados nos Jeeps sofriam constantemente deste problema (calor, muito tempo sentados e o atrito constante).

Tratamento

Tradicionalmente, os cistos dermóides, bem como o cisto pilonidal, são removidos cirurgicamente e deixados para cicatrizar por segunda intenção, método utilizado para o tratamento cirúrgico de lesões infectadas (a ferida fica aberta, não recebe pontos e cicatrizando de "fora para dentro").

Atualmente, devido a um maior conhecimento de sua verdadeira origem, eles são removidos cirurgicamente e fechados também cirurgicamente, o que em muito facilita a vida dos pacientes, que tem uma rápida e tranqüila cicatrização. Entretanto, o fechamento cirúrgico só pode ser realizado se o cisto não estiver inflamado. Logo, o momento ideal para a cirurgia é quando a lesão está silenciosa, sem incomodar.

Quando ela encontra-se inflamada, o melhor é procurar um dermatologista para reverter este processo (usualmente com antibióticos e drenagem, se houver pus) e, posteriormente, agendar sua cirurgia ou encaminhá-lo a um cirurgião dermatológico.

quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Ceratose actínica (ceratose solar)


O que é?

As ceratoses actínicas são lesões que surgem nas áreas da pele continuamente expostas ao sol e é resultado do efeito acumulativo da radiação ultra-violeta do sol sobre a pele durante toda a vida. As pessoas de pele clara e idade avançada são mais afetadas. A doença não é, entretanto, privilégio de idosos, aparecendo também em pessoas de meia idade que se expuseram de forma intensa e repetida ao sol.

As ceratoses solares estão incluídas entre as dermatoses pré-malignas pois podem, eventualmente, se transformar em um câncer da pele.

Manifestações clínicas

As lesões aparecem principalmente na face, couro cabeludo (homens calvos) e dorso dos braços e das mãos. Podem ter vários aspectos: avermelhadas e descamativas, manchas de cor escura discretamente elevadas e rugosas ou lesões ásperas, bastante elevadas e endurecidas.

O número de lesões varia muito podendo ser desde lesão única até áreas de pele completamente recobertas por ceratoses. As escamas endurecidas que recobrem as ceratoses podem se soltar devido a traumatismos mas voltam a se formar.

Quando ocorre a transformação em câncer da pele, as ceratoses tornam-se mais elevadas, pode haver vermelhidão na sua base e sangram com facilidade a pequenos traumatismos.

Tratamento

Devido ao fato de serem lesões pré-cancerosas as ceratoses actínicas devem ser tratadas. O tratamento é feito através da destruição das ceratoses.

Cauterização química, eletrocoagulação, criocirurgia com nitrogênio líquido, terapia fotodinâmica e imiquimod são alguns dos tratamentos disponíveis, devendo ser realizado por um médico dermatologista após a avaliação de cada caso.

segunda-feira, 2 de Agosto de 2010

A tinha dos pés


A tinha dos pés ou tinea pedis, vulgarmente conhecida como “pé-de-atleta”, é causada por fungos da família dos dermatófitos. Trata-se de uma afecção bastante comum em todo o mundo. É mais comum nos meses de Verão e também nos climas tropicais e subtropicais, assim como em comunidades fechadas (como equipas de atletas ou organizações militares). A incidência do pé-de-atleta é também maior em pessoas que usam calçado fechado e em indivíduos que frequentam piscinas e chuveiros públicos.

Trata-se de uma infecção transmitida habitualmente de pessoa a pessoa, quer através do contacto directo, quer através do solo ou de objectos contaminados, uma vez que os fungos causadores têm a capacidade de sobreviver nestes ambientes, sobretudo se houver condições óptimas de calor e humidade.

A manifestação mais comum do pé-de-atleta é a descamação e fissuras (comummente chamadas “gretas”) nos espaços entre os dedos dos pés e por vezes também por baixo destes. Esta descamação pode depois espalhar-se para a planta dos pés quase sem vermelhidão e, mais raramente, ou associar-se a pequeninas bolhas com água ou pus na planta dos pés, neste caso já acompanhadas de vermelhidão. Pode haver comichão ou mesmo sensação de ardor ou dor se as fissuras estiverem presentes. A transpiração aumentada dos pés é uma queixa frequente e que pode facilitar o aparecimento das lesões.

É importante tratar o pé-de-atleta para prevenir possíveis complicações, como por exemplo infecções da pele provocadas por bactérias, que penetram através das fissuras entre os dedos.

O tratamento pode consistir apenas na aplicação de cremes antifúngicos, ou associar-se também a comprimidos. A prevenção das recorrências da doença não é fácil, uma vez que os fungos podem sobreviver no solo ou nas roupas, e transmitir-se entre pessoas. É importante controlar a humidade dos pés; usar calçado arejado sempre que possível; evitar andar descalço em balneários, piscinas, etc., evitar partilhar vestuário, toalhas ou outros objectos de uso pessoal.

O pé-de-atleta pode acompanhar-se de micoses das unhas dos pés, e das virilhas. Estas manifestam-se por uma vermelhidão que forma um bordo com um ou vários círculos que partem das virilhas para a face interna das coxas e, mais raramente, para as nádegas e parte do abdómen. Nas crianças podem atingir o couro cabeludo e, muitas vezes, por contacto com um cão ou gato mal cuidado, a criança aparece com várias lesões em anel vermelho e a descamar, seja na face, braços ou tronco, anéis que crescem centrifugamente a partir do local onde o fungo entrou na pele.

domingo, 1 de Agosto de 2010

Tinea inguinal ("micose da virilha, jererê")


O que é?

A tinea inguinal (ou tinea crural), micose que atinge a região da virilha, é causada pelo crescimento, nesta região, de fungos do gênero dermatófitos ou pela levedura Candida albicans. A anatomia da virilha favorece o crescimento destes microorganismos, devido à escuridão, calor e umidade características desta área do corpo.

Durante o verão, com o aumento do suor ou o uso de roupas de banho molhadas durante muito tempo, a umidade local aumenta ainda mais, o que torna este tipo de micose mais frequente nesta época do ano. A tinea inguinal é confundida com alergia ao tecido elástico das roupas de baixo ou de banho. Na verdade, o uso de tecidos sintéticos favorece o crescimento da micose por dificultar a evaporação do suor.

Manifestações clínicas


A doença se manifesta pela formação de manchas avermelhadas, úmidas ou descamativas, geralmente acompanhadas de muita coceira. Atingem a região da virilha mas podem se alastrar até as nádegas e o abdomem.

Quando o fungo responsável é o dermatófito, as lesões apresentam bordas bem delimitadas, em geral descamativas, que vão crescendo de forma centrífuga.

Tratamento

Para evitar a tinea inguinal dê preferênica ao uso de roupas frescas, principalmente nos meses mais quentes do ano. Use roupas de baixo de algodão, evitando as de tecido sintético, e evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo.

O tratamento da micose pode ser feito com medicamentos de uso tópico ou via oral, o que vai depender da extensão da doença. Procure um dermatologista aos primeiros sintomas sem usar nenhuma medicação, pois elas podem mascarar o aspecto da doença, dificultando o diagnóstico correto e a indicação do medicamento mais apropriado para cada caso.



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